Nem El Niño, nem La Niña; Quem manda agora é a Neutralidade Climática

em 14/11/2019 - Por Redacao

O padrão de temperatura muda com o fim do ano. Boa parte da primavera foi quente e, apenas a partir de novembro, registraremos declínio dos termômetros.

Em boletim atualizado em 14 de novembro, o Centro Americano de Meteorologia e Oceanografia (NOAA) manteve a previsão de neutralidade climática, sem El Niño ou La Niña. Isto não quer dizer que a temperatura do oceano Pacífico esteja dentro da média. Atualmente, observamos uma área mais aquecida no centro e oeste e fria no setor leste. A tendência, inclusive, é de que toda a porção equatorial fique mais aquecida que o normal em dezembro, algo considerado dentro da climatologia pela NOAA (o Pacífico sempre aquece perto do Natal) e que não está associada com o desenvolvimento de um novo El Niño.

De qualquer forma, estas oscilações provocam variações intrasazonais. A primavera, por exemplo, foi marcada pelo tempo seco e quente em seu início e, somente agora, em novembro, registramos maior regularidade da precipitação. As oscilações prosseguirão nos próximos meses com períodos secos e quentes e períodos mais chuvosos e com temperatura amena.

A simulação europeia ECMWF atualizada em novembro indica um padrão próximo à climatologia para dezembro no Brasil. Os maiores acumulados acontecem sobre as Regiões Sudeste, Centro-Oeste, Norte e interior do Nordeste associada com frentes frias e a umidade da Amazônia. A maior parte da precipitação acontecerá na segunda metade do mês, mas por enquanto, não há expectativa de longas invernadas ou ZCAS (Zona de Convergência do Atlântico Sul). De qualquer forma, a posição da chuva ajuda na recuperação do nível de reservatórios ao longo das bacias do rio Doce, São Francisco, Tocantins e Paranaíba. Por outro lado, trabalhos de campo (agrícolas) avançarão de forma mais lenta na segunda metade de dezembro em Estados produtores importantes como Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

A Região Sul, em especial o Rio Grande do Sul, que sofreu com o excesso de chuva em outubro e início de novembro, verá diminuição drástica das precipitações em dezembro. Mesmo assim, não há expectativa de ausência total de precipitação. No oeste do Rio Grande do Sul, esperam-se pelo menos dois episódios de chuva com curta duração na primeira quinzena do mês. Posteriormente, entre o segundo decêndio de dezembro e o primeiro decêndio de janeiro, o risco de estiagem mais prolongada aumenta.

Mais ao norte, em Santa Catarina e Paraná, a chuva também será irregular, mas o acumulado chega a pelo menos 100mm. Além disso, o período de tempo seco será mais curto acontecendo ao longo da segunda quinzena de dezembro.

Temperaturas 

O padrão de temperatura muda com o fim do ano. Boa parte da primavera foi quente e, apenas a partir de novembro, registraremos declínio dos termômetros. Com as frentes frias ainda avançando pelo Brasil, a simulação ECMWF mantém um mês de dezembro com temperaturas mais amenas no Sudeste e diminuição do calor no interior do Nordeste e Estados como o Tocantins, Pará e Amapá.

Por outro lado, a amplitude térmica aumentará no Sul. Apesar de noites e madrugadas mais frias que o normal, a baixa umidade do ar permitirá calor intenso sobretudo no interior dos três Estados da Região.

Um dos poucos locais onde o calor será acima do normal tanto nas madrugadas como durante as tardes será o já normalmente quente leste do Nordeste. Salvador promete ter tardes 2°C mais quentes que o normal.

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