Fenômeno La Niña deve se manter até abril de 2021

em 18/01/2021 - Por Redacao

A Agência de Meteorologia e Oceanografia Norte Americana (NOAA) manteve a presença de um La Niña, o terceiro mais intenso nos últimos 20 anos

Em atualização em dezembro de 2020, a Agência de Meteorologia e Oceanografia Norte Americana (NOAA) manteve a presença de um La Niña, o terceiro mais intenso nos últimos 20 anos. Na última medição, a temperatura do oceano Pacífico equatorial central estava 1,2°C mais baixa que o normal. O fenômeno mais intenso teve desvio de até -1,7°C em 2010.

A tendência é de que o atual desvio de temperatura não alcance -1,5°C no trimestre dezembro, janeiro e fevereiro, mas ainda assim seja considerado um fenômeno intenso. Tanto que a Região Sul passa por uma estiagem prolongada que mantém baixo o nível de reservatórios.

Embora o fenômeno La Niña deva prosseguir até pelo menos o mês de abril, mas seus efeitos na atmosfera serão vistos até meados de 2021, especialmente no Norte e Nordeste, com chuva acima da média. Até voltou a chover mais frequentemente sobre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, porém, ainda há risco de cortes abruptos da precipitação e estiagens regionalizadas a partir de fevereiro, sobretudo no sul do Rio Grande do Sul.

Na maior parte do Sudeste e Centro-Oeste, o trimestre normalmente mais chuvoso do ano receberá precipitação entre a média e abaixo da média, o que indica que as invernadas típicas da época do ano não serão tão duradouras.

Por fim, boa parte do Norte e leste e norte do Nordeste receberão mais chuva que o normal, padrão típico quando há influência de La Niña.

Ondas de calor pouco duradouras

Boa parte do Brasil terá um verão com ondas de calor não muito duradouras. Apenas na Região Sul, o calor será mais persistente por conta da estiagem.
Entre março e maio de 2021, o mapa de probabilidade de chuva do IRI mantém um período com chuva abaixo da média no Sul. A novidade é que partes de São Paulo (oeste, centro e sul do Estado) e o sul de Mato Grosso do Sul também terão chuva abaixo da média, algo comum sob La Niña entre o fim do verão e início do outono.

Primeiras ondas de frio previstas

Um primeiro efeito do término do La Niña será visto apenas no fim de maio, quando há previsão da primeira onda de frio com potencial para geadas na Região Sul e no sul dos Estados de São Paulo e de Mato Grosso do Sul.

Muitos acreditam que o La Niña aumenta o risco de geadas, mas não. Apesar das ondas de frio mais fortes, elas não costumam avançar pelo interior do Brasil. O risco de geada costuma ser maior sob neutralidade climática (sem El Niño ou La Niña).

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