El Niño chegou ao fim?

em 19/07/2019 - Por Redacao

A NOAA diminuiu consideravelmente a chance de continuidade do El Niño nos próximos meses. A chance caiu para menos de 50% para o trimestre atual.

Em boletim atualizado em 11 de julho, o Centro Americano de Meteorologia e Oceanografia (NOAA) diminuiu consideravelmente a chance de continuidade do El Niño nos próximos meses. De pouco mais de 60% no boletim passado, a chance caiu para menos de 50% para o trimestre junho/julho/agosto.

Enquanto isto, para o mesmo período, a chance de neutralidade aumentou de 33% para aproximadamente 50%. No trimestre seguinte, julho-agosto-setembro, a chance de neutralidade chega a quase 60%, enquanto que a probabilidade de El Niño diminui para menos de 40%.

O que causou o enfraquecimento do El Niño?

Na origem da mudança está a temperatura do oceano Pacífico profundo. Há alguns meses, áreas entre 100 e 200 metros de profundidade vêm registrando águas mais frias que o normal. E estas águas frias avançam para a superfície e enfraquecem cada vez mais o fenômeno El Niño.

Tanto que na superfície, o Pacífico Leste está mais frio que o normal desde junho e as demais áreas do Pacífico ainda estão registrando desvios positivos, porém cada vez mais modestos. Ainda de acordo com a NOAA, a neutralidade prosseguirá até o fim de 2019.

Informações importantes para tomada de decisão diante da mudança:

Embora o aquecimento do oceano Pacífico esteja em término, a atmosfera ainda irá demorar a mudar. Perceberemos um padrão típico de El Niño até aproximadamente outubro, com chuva acima da média no centro e sul do Brasil, embora a precipitação não aconteça de forma contínua.

Isto já foi visto em 2005. Naquele ano, apesar do término de um El Niño ainda no primeiro semestre, seus efeitos foram registrados até o início da primavera. A comparação com anos anteriores, portanto, é feita com 2005.

O próximo período úmido será diferente do último. Com El Niño em curso, a chuva foi mais frequente no centro e sul do Brasil, ficando abaixo da média em áreas do Norte e Nordeste.

Em 2020, a chuva será mais intensa e frequente sobre o centro e norte do Brasil, enquanto que a Região Sul, sobretudo o Rio Grande do Sul, correrá maior risco de chuva irregular e estiagens regionalizadas.

Por fim, embora estejamos sob El Niño com temperaturas acima da média, o fenômeno não é capaz de barrar todas as ondas de frio.  se a menor temperatura em pelo menos três anos no início de julho. Novas ondas de frio podem aparecer tanto em agosto como em setembro, especialmente na Região Sul. Não são frequentes, mas podem ser intensas.

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