Reservatórios de SP terminam 1º trimestre de 2017 com chuvas abaixo da média

Em janeiro todos os sistemas excederam a média, já em fevereiro apresentaram os piores índices

Com o fim do verão encerra-se também o período chuvoso no Brasil, o que pode ser desfavorável para os reservatórios que abastecem o Estado de São Paulo. O Sistema Cantareira, que é o maior manancial da região Sudeste, terminou o primeiro trimestre de 2017 abaixo da média de chuvas e, de acordo com a Somar Meteorologia, a precipitação de abril não deve ajudar os sistemas de abastecimento a aumentar o nível.

Apesar de não atingir a média do trimestre, situação dos reservatórios não é tão preocupante quanto nos últimos anos / Fonte: Banco de Imagens da Somar Meteorologia

Apesar de não atingir a média do trimestre, situação dos reservatórios não é tão preocupante quanto nos últimos anos / Fonte: Banco de Imagens da Somar Meteorologia

Mas, em comparação com o ano passado, os volumes dos reservatórios apresentam melhorias significativas no volume. “Independente das chuvas irregulares do período úmido, a quantidade de água dos mananciais está melhor que nos últimos anos. Isso dá uma segurança para enfrentar o período de tempo seco de 2017”, pontua o meteorologista Celso Oliveira.

Todos os sistemas operam com mais de 60% de sua capacidade neste fim de março, com exceção do Alto Tietê, que tem 54,9% do seu volume. Ainda assim, teve um aumento de cerca de 11% em relação ao primeiro trimestre de 2016. No mesmo período, o Cantareira foi de 36,1%, sem a reserva técnica, para 65,7%. Com o volume morto, o salto vai de 65,4% para 95,0%.

Segundo a SABESP (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), o Cantareira acumulou 601,4mm nos três primeiros meses do ano, enquanto a média do período é de 644,8mm. Os maiores registros de precipitação foram no mês de janeiro, quando o volume atingiu 393,1mm frente à média climatológica de 262,6mm.

Em contrapartida, o mês de fevereiro não foi bom para nenhum reservatório. No Cantareira, o acumulado chegou a 94,2mm, que não representa nem a metade da média de 203,4mm. Já em março o nível voltou a subir, mas ainda sem atingir a média devido à oscilação entre tempo chuvoso e firme.  O mês finaliza com um volume de 114,1mm diante de uma média de 178,8mm.

O Sistema do Alto Tietê também fica abaixo da média trimestral de 613,8mm com um volume acumulado de 425,1mm. De todos os reservatórios, o Sistema Guarapiranga foi o único que superou sua média climatológica trimestral de 576,3mm com um volume de chuvas de 739,1mm, obtendo os melhores índices também em janeiro. Os mananciais Alto Cotia e Rio Grande, embora tenham ultrapassado a média de março, não conseguiram superar a média dos três meses juntos.

 

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