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Qual é a expectativa para o setor elétrico no verão?

Período chuvoso deve ajudar a manter o nível dos reservatórios. Confira

O verão é conhecido por ser o período mais úmido do ano, o que traz muitos benefícios para o setor elétrico, mas qual é a perspectiva para os reservatórios do país durante a estação?

Foto: Banco de Imagem Somar Meteorologia

Foto: Banco de Imagem Somar Meteorologia

Sistema Sul 

De acordo com a Somar Meteorologia, o destaque positivo é o sistema Sul que tem um afluente natural acima da média. Conforme os dados da ONS (Operador Nacional de Sistema Elétrico), o mês de janeiro deste ano fechou em 60%, o que é considerada uma situação confortável, mas inferior aos mais de 90% registrados em janeiro de 2016 por conta do efeito do El Niño, que é o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial e trouxe muita chuva para região Sul do Brasil.

A tendência para os próximos meses é de uma condição dentro da média, mas com diminuição em relação ao que foi observado entre dezembro e janeiro deste ano. “Como atualmente o Oceano passa por um enfraquecimento rápido do La Niña, a boa notícia para este sistema é de que as frentes frias devem voltar a ganhar intensidade e com episódios de chuva significativa entre abril e junho, o que contribui para o sistema elétrico de um modo geral”, analisa o climatologista Paulo Etchichury.

 

Sistema Sudeste/Centro-Oeste 

As chuvas no sistema Sudeste/Centro-Oeste têm ocorrido nos últimos meses, mas não têm servido para a recuperação dos reservatórios, que terminou janeiro com 37% ante os 44% registrados em janeiro do ano passado. Ainda assim, a situação foi ainda pior em 2015, que teve apenas 17% no primeiro mês do ano. “Isso mostra que não estamos em um cenário de risco eminente, mas por outro lado, também não é uma condição sustentável em termos de recomposição do sistema”, destaca Etchichury.

 

Sistema Norte 

Segundo o climatologista, a recuperação deve continuar no sistema Norte pelo menos até o fim de abril. “A influência direta da fase fria no Pacífico faz com que o período de chuvas associado à ZCIT (Zona de Convergência Intertropical) dure de fevereiro até maio. Portanto, o sistema neste ano será melhor que 2016, que foi afetado pela falta de chuvas causadas pela atuação do El Niño”.

Conforme os dados da ONS, o sistema Norte teve um índice de 24% nos reservatórios em janeiro de 2017 ante os 30% registrados em 2016, mas que também teve um estado crítico em dezembro de 2015, com apenas 15%. “O período de chuva nos quatro primeiros meses do ano é fundamental para atender a demanda de energia, inclusive de apoio ao Nordeste”, ressalta Etchichury.

 

Sistema Nordeste 

Já o ponto negativo em relação ao setor elétrico é o Nordeste, que mais uma vez passou por um período de seca entre os meses de dezembro e janeiro, que terminou com 16% e 17% de sua capacidade, respectivamente. 

Porém, se for analisar que os meses de outubro e novembro ficaram na casa dos 10%, o Sistema Nordeste tem tido uma pequena recuperação, mas que com a seca, não conseguiu sustentar muito a condição de crescimento. “O Nordeste é deficitário e recebe o apoio dos sistemas Sudeste e Norte e com isso, mesmo que a chuva não tenha uma recuperação garantida, a tendência é de que as bacias subam gradualmente”, finaliza Etchichury.

 

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