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Meteorologia volta a apontar possibilidade de La Niña

Características do fenômeno foram confirmadas pelos Centros Internacionais Meteorológicos.

Ainda no início de 2016, quando o El Niño começou a perder força, os centros internacionais de meteorologia apontam a possibilidade de um La Niña. Desde então, a oscilação no resfriamento das águas do Oceano Pacífico ainda não proporcionou que o fenômeno se consolidasse, mas nos últimos dois trimestres, as características do La Niña voltaram a aparecer.

Índice de resfriamento do Oceano Pacífico/ Fonte: NOAA

De acordo com as primeiras simulações da Universidade de Columbia e da NOAA (Agência Nacional Oceânica e Atmosférica), a previsão era de que o fenômeno se configurasse ainda no início do segundo semestre de 2016, mas para isso, é necessário que a temperatura do oceano atinja um nível igual ou maior que 0,5ºC negativos por pelo menos cinco trimestres consecutivos.

Segundo as informações registradas pelos centros, o resfriamento ultrapassou o índice necessário para caracterizar o La Niña nos dois últimos trimestres. E as simulações meteorológicas apontam 55% de chance de as temperaturas continuarem atingindo o valor necessário. Apesar disso, o fenômeno deverá ser de fraca intensidade e curta duração.

E como vai ficar o tempo?

Independente da configuração do La Niña, a tendência climática continua similar ao que já vinha sendo previsto anteriormente. “A questão mais relevante, é que as águas continuam frias, com temperaturas negativas, o que deve potencializar as chuvas no Norte, Sudeste e Centro-Oeste do país e diminuir os períodos chuvosos na região Sul durante o verão”, comenta o meteorologista Celso Oliveira, da Somar Meteorologia.

No Nordeste, a chuva se torna mais frequente principalmente no sul e oeste da região por conta do avanço de frentes frias que formam um corredor de instabilidades que atravessam o centro do país, enquanto no leste e norte, a chuva chega um pouco mais tardia, em meados do mês de março.

Embora o fenômeno deva perder força no fim do verão, o profissional explica que os efeitos devem ser sentidos até a metade do outono de 2017. “Isto porque a atmosfera tem um tempo de resposta. Diferente de 2015 que foi marcado pelo calor excessivo quando o país estava sob a influência do El Niño, as ondas de frio devem chegar mais cedo no próximo ano ainda em resposta ao La Niña”, explica Oliveira.

 

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