Expectativa para El Niño no 2º semestre de 2017 diminui

Centros meteorológicos internacionais indicam que a possibilidade de configuração do fenômeno reduziu de 70% para 50%

Desde que o fim do La Niña, fenômeno caracterizado pelo resfriamento das águas do Pacífico Equatorial, foi oficializado no início do ano, a atmosfera se encontra num período de neutralidade climática, embora a temperatura do oceano Pacífico Equatorial permaneça mais elevada que o normal.

Por conta desse aquecimento, os centros internacionais de meteorologia passaram a apontar a possibilidade de um El Niño de fraca intensidade, que poderia se consolidar no segundo semestre de 2017, mas as chances de o fenômeno acontecer diminuíram no último trimestre.

ezgif.com-resize (1)

Mapa mostra mudança nas temperaturas do Oceano Pacífico/ Fonte: NOAA

De acordo com os relatórios da NOAA (Agência Americana de Meteorologia e Oceanografia) e do IRI (Instituto Internacional de Pesquisa para o Clima e Sociedade) da Universidade da Colúmbia, atualizados e publicados nesta quinta-feira (11), o aquecimento das águas do Pacífico aconteceu de forma reduzida em abril em comparação aos meses anteriores. Com isso, a probabilidade do El Niño acontecer caiu de 70% para 50%.

Desta forma, o índice da possibilidade de que o oceano siga em neutralidade até o final deste ano se aproxima do cenário de um de um El Niño fraco, também conhecido como El Niño Modoki.

Gráfico mostra a probabilidade de configuração dos fenômenos nos próximos meses/ Fonte: IRI

O que isto quer dizer?

De acordo com a Somar Meteorologia, mesmo com esta atualização, as previsões meteorológicas para os próximos meses devem continuar como previsto anteriormente. As chuvas devem ficar mais concentradas no interior da região Sul, sul do Estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul, enquanto Norte e litoral do Nordeste devem sentir uma redução no volume das precipitações.

ezgif.com-gif-maker (2)

Previsão do tempo para os próximos meses/ Fonte: Somar Meteorologia

“No decorrer do inverno, espera-se chuvas acima da média no Centro-Sul. Mas mesmo se o El Niño se configurar, as águas do leste do Pacífico devem estar um pouco mais frias, o que faz com que os períodos de chuva ocorram com intervalos maiores”, explica o meteorologista da Somar, Celso Oliveira. “Além disso, as ondas de frio também devem se tornar menos frequentes e duradouras comparadas ao ano passado”.

Já na primavera, a tendência é de que as frentes frias avancem do Sul para o Sudeste, porém mais próximas da costa, o que faz com que o sistema não consiga atrair a umidade da Amazônia e mantém o tempo firme por mais tempo no interior do país. “Por conta destas chuvas mais persistentes, os períodos de temperaturas baixas devem se prolongar durante o início da estação no Sul e Sudeste”, finaliza Oliveira.

 

Veja agora a previsão do tempo na sua cidade.

Será que o frio continua em maio?

Bandeira vermelha deve vigorar até o final de 2017

Por que ficamos mais sonolentos no frio?