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Escolas sofrem com falta de água em São Paulo

Para dar aulas, escola particular recorre à ajuda dos pais. Já a Secretaria Municipal de Educação e a Secretaria da Educação do Estado contam com programas e grupos de conscientização sobre o uso da água

A crise hídrica tem afetado grande parte da população em São Paulo. Uma das maiores prejudicadas pela falta de água nos reservatórios que abastecem o Estado é a educação.

Com a volta às aulas, muitos são os relatos de instituições de ensino que têm tido falta de água nas torneiras para suprir as necessidades dos alunos e funcionários com alimentação e higiene, por exemplo. É o caso da Escola Crescente, localizada na zona oeste da capital. “Desde o dia 20 de janeiro, ficamos sem água para os nossos alunos, nem a caixa d’água tem suportado mais”, conta a diretora da escola infantil, Karla Borges.

A escolinha, que conta com cerca de 60 alunos, agora tem comprado água para fazer a comida e lavar a louça. Os banhos nas crianças foram suspensos até que tudo seja normalizado, as mãos são limpas apenas com álcool em gel e a escovação dos dentes é feita com garrafas de água que os pais levam para os filhos. “Ainda bem que temos tido a compreensão dos pais, todos veem que já fizemos o que é necessário. Muitos também têm sofrido a mesma situação em suas casas”, comenta.

Procurada pela reportagem da Somar Meteorologia, a SABESP (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) informou por meio de nota que “todas as escolas sempre tiveram prioridade em casos de emergências e que os atendimentos por caminhões-pipa são realizados em casos de desabastecimento momentâneo, por manutenções de rede, falta de energia elétrica, entre outros”, solução esta encontrada pela direção da Escola Crescente, mas que ainda não teve sucesso. 

Como medida para a crise hídrica nas escolas, a Secretaria Municipal de Educação da capital paulista formou um grupo de trabalho, composto por representantes do Gabinete da Secretaria e de Diretorias Regionais de Educação, que analisam as alternativas para uso racional da água nas unidades de ensino. De acordo com a assessoria, todas as escolas da rede municipal têm caixa d’água, e que o “reservatório permite que desabastecimentos temporários não impeçam o funcionamento normal da unidade”.

Já Secretaria da Educação do Estado de São Paulo vai adquirir mil recipientes para aumentar a capacidade de armazenamento de água nas instituições. Segundo a assessoria, durante o ano letivo as escolas terão um canal direto com a Secretaria e a Sabesp para atender casos de falta de água. Além disso, ela conta com o Programa Racional do Uso da Água (PURA), que conscientiza os alunos e permite, através de um aperfeiçoamento do sistema hidráulico, a economia de 2,7 milhões de metros cúbicos em 628 unidades de ensino na capital e região metropolitana.