Satélite

(SATÉLITE) Nesta madrugada e manhã de domingo (21), com chuva mais persistente no sul do País, com muitas descargas elétricas em especial no oeste do Rio Grande do Sul. Mas, o destaque mesmo é a região da Ilha do Mel, uma ilha ao extremo leste do Paraná, onde a chuva foi bastante volumosa e ultrapassou os 100mm, nas últimas 6 horas, sendo o acumulado mais alto em 24 horas desde o início do ano passado na região e ficando bem próximo da média climatológica de janeiro nessa região. Vale lembrar também que choveu intensamente no final do dia de ontem e durante as primeiras horas do dia hoje no estado de São Paulo. Algumas cidades, como Guarulhos, na Grande São Paulo, e o litoral sul, como Iguape, registraram muitos acumulados, sendo uns dos maios altos no país, em 24 horas, relatados pelo CEMADEN. (CAPITAIS DESTAQUES) Abaixo os dados com destaques observados nas nas capitais pelas estações meteorológicos, até ontem (20): -Cuiabá-MT fez 35,6°C, a maior temperatura das capitas no sábado. Além de ser a tarde mais quente do verão e a temperatura mais alta desde o dia 11 de dezembro (quando fez 38,2°C) na capital Mato-grossense. - Curitiba- PR acumulou 94,2 mm entre às 9h de sexta e às 9h da manhã de sábado (*), sendo considerado o maior acumulado de chuva em 24h desde 07/06/2014, quando registrou 95,2 mm. Aliás, neste mês o total de chuva já chega aos 223,8mm, muita precipitação neste, que já representa 30,3% acima da média climatológica de janeiro (que é de apenas 171,8mm). E não para por aí, a máxima na capital paranaense foi de apenas 24°C, a menor desde o dia 11 do mesmo mês, quando fez 23,4°C. - Mas é Porto Velho-RO que registrou o maior volume de água em janeiro nas capitais, quando acumulou 323mm, ficando 1% acima da média histórica deste mês. - Campo Grande-MS foi outra capital a registrar a maior temperatura do verão**, com 33,8°C. Assim como em Belo Horizonte-MG, que fez 33,1°C e é a mais alta desde o dia 22 de outubro, quando fez 34,4°C. Já Goiânia-GO, que teve uma máxima de 34,6°C, foi apenas a segunda maior temperatura do verão, repetindo o valor do dia 29/12/2017, mas não superando os 34,8°C do dia 28/12/2017. - Por fim Brasília-DF ficou apenas com a maior temperatura do ano, quando fez 29,4°C no sábado. - Sábado (20) fez calor de 33,6°C em Porto Alegre-RS, sendo a tarde mais quente desde o dia 5 de janeiro, quando fez 35,2°C. Ou seja, é considerada a segunda temperatura mais alta deste mês. Já com relação a chuva total do mês, pouca coisa mudou, choveu apenas 65mm na capital, o que equivale a metade da média climatológica de Janeiro (105,9mm). (*)Considerado o padrão internacional de unificação de dados de chuva, que é das 10 horas do dia anterior até às 10 horas deste dia, estabelecidos pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM). (**)Vale lembrar que a estação de verão começou no início da tarde do dia 21 de dezembro do ano passado. (CHUVA NA CAPITAL DE SP) Voltou a chover forte no final da tarde de sábado (20) sobre a capital paulista. Os maiores acumulados se concentraram nas zonas norte e leste da cidade de SP, como os 67,0mm na Chácara Dona Olivia (zona leste), 48,4mm no Jardim Guaripa e os 45,7mm na Av. Tucuruvi (ambos na zona norte). Houve vários pontos de alagamentos nessas partes da cidade e o Córrego Lajeado (na Rua Manuel Barbalho de Lima), no Itaim paulista - Zona Leste chegou até a ficar transbordado entre às 16h40 às 17h10. Já nos municípios próximos, Guarulhos, Itaquaquecetuba e Caeiras, nesse mesmo dia, foram os locais com maiores volumes registrados, com 64,0mm, 52,2mm e 52,0mm. Apesar de um sistema frontal no oceano e afastada da costa, todo esse temporal estava associado mesmo ao calorão e a alta umidade disponível na atmosfera. Outra observação é no litoral paulista, onde os maiores volumes de precipitação, em 6 horas, foram de 75mm em Iguapé e em 48 horas 267,5mm e 54,0mm em 6 horas em Peruíbe e de 66,0mm em 48 horas. (TEMPORAL NO INTERIOR DE SP) O temporal que também atingiu Santa Bárbara d'Oeste-SP neste sábado (20) provocou pelo menos dois pontos de alagamento na região, segundo o Corpo de Bombeiros. Além disso, foram registradas duas quedas de árvores, uma delas sobre um poste de energia que atingiu uma casa. Um dos alagamentos foi na Rua do Açúcar, Jardim Pérola, onde três pessoas da mesma família precisaram ser resgatadas pela corporação após ficarem presas dentro do automóvel durante a enchente. Elas não tiveram ferimentos e recusaram atendimento médico, informou a corporação. Já o outro ponto de alagamento ocorreu na Avenida Corifeu Azevedo Marques. Em Campinas houve uma queda de árvore na Rua Joaquim Junco, no Loteamento Telesp, de acordo com a Defesa Civil. Além disso, houve alagamentos nas ruas Eurico Primo Venturine e Osvaldo Cruz, em Indaiatuba (SP), e na Avenida Ampelio Gazeta, em Nova Odessa (SP). Não há informações de feridos. (TEMPESTADE DE AREIA NO MEIO OESTE) A forte tempestade de áreia cobriu partes da Turquia, Iraque e Síria em 19 de janeiro, na sexta, transformando o céu em vermelho escuro. Além de reduzir a visibilidade e piorando a qualidade do ar. Os locais mais afectados foram as províncias do sudeste de Diyarbakir, de Diyarbak?r, ??rnak, Mardin, ?anl?urfa e Batman, com Mardin o mais afetado.A poeira acompanhada de chuva enlameada envolveu a área na escuridão, forçando as autoridades de Mardin a darem as mulheres grávidas um dia de licença do trabalho, de acordo com o Daily Sabah. Os comércios fecharam e as escolas ficaram sem anulos na fronteira da Síria. Houve voos cancelados, além da ausência de tráfico terrestre. A tempestade originou-se da Síria e do Iraque, onde a poeira causou graves problemas a milhões de pessoas. As províncias mais afetadas da Síria eram aquelas na região de Al-Hasakah. (CHUVA) Pelas estações automáticas do INMET, ontem: Natal, RN:27,4mm Belém, PA:23,4mm Rio de Janeiro-Vila Militar, RJ:22,6mm Caxias, MA:77,4mm, maior chuva, em 24 horas (*), na região desde o dia primeiro de maio de 2017. Iguape, SP:73mm Cametá, PA:55mm Ariquemes, RO:45,4mm Angra dos Reis, RJ:36,8mm São Luiz Gonzaga, RS:36,4mm Salinopolis, PA:35,6mm Guaramiranga, CE:31,8mm Castelo do Piauí, PI:30mm Calcanhar, RN:26,2mm São Miguel Arcanjo, SP:25,2mm Itatiaia - Parque Nacional, RJ:23,8mm São Luis do Paraitinga, SP:23,8mm Avaré, SP:22,8mm (*)Considerado o padrão internacional de unificação de dados de chuva, que é das 10 horas do dia anterior até às 10 horas deste dia, estabelecidos pela Organização Mundial de Meteorologia (OMM). Pelo INMET, entre às 22 horas de ontem e a madrugada de hoje: Ilha do Mel, PR:117mm a maior chuva, em 24 horas - usando os padrões da OMM*, desde o início de 2017. Além de representar quase a metade da média histórica de janeiro, que é de 261,5mm. Inácio Martins, PR:29mm General Carneiro, PR:18,8mm Passo Fundo, RS:17,2mm Iguape-Sp:16,2mm Palmeira Das Missões, RS:15,8mm Castro, PR:15mm Feijo, AC:14,2mm Tupanciretã, RS:9,6mm São Vicente Do Sul, RS:9mm Lagoa Vermelha, RS:8,6mm Pelo CEMADEN, nas últimas 24h: Embu das Artes, SP: 91,8mm Iguape, SP: 85,3mm Elias Fausto, SP: 80,6mm Lind[oia do Sul, SC: 79,6mm Bragança Paulista, SP: 72,0mm São Paulo (Chacara Dona Olivia), SP:67,0mm Erechim: 66,0mm Itá, SC: 65,2mm Guarulhos, SP: 64,0mm (VENTO) Pelo INMET, ontem: Sapezal, MT:67km/h às 19 horas Quixeramobim, CE:66,2km/h às 18 horas São Luiz Gonzaga, RS:62,6km/h às 17 horas Franca, SP:58,7km/h às 16 horas Cruz Alta, RS:58km/h às 20 horas São Félix do Xingu, PA:56,9km/h às 20 horas São Luis do Paraitinga, SP:56,9km/h às 17 horas Ipanguaçu, RN:55,4km/h às 16 horas Sete Quedas, MS:54,7km/h às 19 horas Pelo INMET, hoje: Soledade, RS: 62,3km/h à 0 hora (NEVOEIROS) Pelos aeroportos, nesta madrugada: Rio Branco, AC: nevoeiro (visibilidade reduzida a 500m) Chapecó, SC: nevoeiro (visibilidade reduzida a 8000m) (QUEIMADAS) De acordo com satélites de monitoramento de queimadas do INPE, observados pelo valor do satélite de AQUA-M-M (pois o de referência AQUA-MT estava fora do ar), só ontem (20), o Brasil foi responsável por 7 focos de queimada. Destes, 57,1% ocorreram no estado do Mato Grosso, 28,6% No Rio Grande do Sul e 14,3% em Minas Gerais. (QUEIMADAS EM RO) Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que os quatro municípios com maior número de queimadas do Brasil são de Roraima. O relatório diário divulgado nesta última sexta-feira (19) leva em conta os primeiros 18 dias de janeiro, quando foram contabilizados 263 focos de incêndio no estado. Se comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 61 focos, houve um aumento de 311%. Caroebe e Rorainópolis, na região Sul do estado, registraram 36 focos, cada um. Logo atrás e também na região Sul, vem Caracaraí, com 35. O quarto município é o Cantá, na região Norte, com 30. Juntos, eles contabilizam 137 focos de queimadas, mais da metade do registrado em todo o estado. De acordo com os dados, Roraima concentra 15% do número total de queimadas dentro do território nacional, onde 1,7 mil focos foram notificados. O estado fica atrás apenas do Pará, com 508 registros. Os dados atualizados diariamente pelo Inpe dão dimensão ao problema ambiental. (UMIDADE RELATIVA) Pelo INMET, ontem pelo menos 135 cidades registraram umidade relativa do ar igual ou abaixo de 30%. Destas: 1 cidade apresentou estado de emergência (abaixo dos 12%) 25 cidades em estado de alerta (20 a 12%) 109 cidades em estado de atenção (21% a 30%) Afonso Cláudio, ES: 11%, estado de emergência; Ganhães, MG: 14%, estado de alerta; Salinas, MG: 14%, estado de alerta. Nas capitais: Belo Horizonte, MG: 19%, estado de alerta; Goiânia, GO: 22%, estado de atenção; Brasília, DF: 28%, estado de atenção; Porto Alegre, RS: 30%, estado de atenção. (TEMPERATURA DESTA MADRUGADA) Pelo INMET: Morro da Igreja (Bom Jardim da Serra), SC: 10,4°C, sensação de 6,0°C.; Itatiaia, RJ: 12,0°C, mesma sensação; (TEMPERATURA MÁXIMA) Pelo INMET, as maiores temperaturas registradas ontem: Ibotirama, BA:39°C Alegre, ES:38,8°C Bom Jesus da Lapa, BA:38,1°C Araçuaí, MG:37,8°C Montalvania, MG:37,7°C Barra, BA:37,5°C Itaobim, MG:37,5°C Caratinga, MG:37,4°C Coronel Pacheco, MG:37,3°C São Romão, MG:37,2°C Sobral, CE:37°C (SECA NA AFRICA) A Cidade do Cabo, uma das três capitais da África do Sul, ficará completamente sem água em três meses. A metrópole de quatro milhões de habitantes encara a maior seca de sua história: ao longo de todo o ano de 2016, registrou apenas 200 milímetros de precipitação (para fins de comparação, São Paulo, só no mês de janeiro, registra em média 237 milímetros). Um site criado especialmente para acompanhar a situação das represas indica que hoje (16), o nível está em 28,7%. Apenas 39% dos cidadãos estão seguindo a recomendação das autoridades e usando menos de 87 litros por dia. Segundo a revista Time, quando os reservatórios atingirem 13,5% da capacidade, em 21 de abril, o fornecimento de água será limitado a hospitais e outros serviços essenciais. As torneiras vão secar, e a prefeitura, com ajuda das forças armadas, passará a fornecer 25 litros diários a cada cidadão ? que poderão ser retirados em 200 pontos espalhados pela cidade. Com as represas abaixo dos 10%, se torna tecnicamente impossível retirar qualquer quantidade de água das represas. A Universidade da Cidade do Cabo afirma que a responsabilidade de coletar o líquido, após o início do racionamento, será toda dos cidadãos, e ainda não há um meio de garantir que idosos, pessoas com deficiência e outros grupos vulneráveis tenham acesso a suas cotas diárias de água ? ONGs e o governo federal foram chamados para colaborar com esses esforços. Considerando os 2,4 mil quilômetros quadrados de extensão da capital, é provável que pessoas de menor renda, que não têm automóveis particulares e vivem em regiões distantes, também não consigam levar os galões até suas casas. É a primeira vez na história recente que uma cidade deste porte, em qualquer país do mundo, chega a 0%. ?Ficar sem água em lugares com estrutura de abastecimento tão desenvolvida não é comum?, afirmou Bob Scholes, professor de ecologia da Universidade de Witwatersrand, à Bloomberg. ?Eu não conheço nenhum exemplo de concentração populacional do tamanho da Cidade do Cabo que já tenha ficado sem água. Seria catastrófico.? Várias usinas de dessalinização de água do mar estão em construção, mas as duas mais adiantadas estão com pouco mais de 50% das obras concluídas ? e só devem entrar em operação, segundo a previsão mais otimista, em março. Todas as piscinas públicas foram esvaziadas, a lavagem de carros foi proibida e a pressão da água está tão baixa que bairros mais altos já estão sem fornecimento, assim como os últimos andares de prédios residenciais. Placas coladas nos banheiros públicos pedem aos usuários que só deem descarga em casos? sólidos. Embora o clima dessa região da África do Sul seja famoso por ser imprevisível ? períodos de seca são seguidos por anos chuvosos com frequência, de acordo com os gráficos ? a tendência, ao longo do século 20, foi de queda. ?Nós precisamos mudar nossa relação com a água?, afirmou a prefeita Patricia de Lille. ?Precisamos nos planejar para ser uma região permanentemente ameaçada por secas.?(FONTE: Super Interessante)

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