Inverno

O que esperar do inverno no Brasil?

No início do ano a NOAA (Agência Americana de Meteorologia e Oceanografia) oficializou o fim do La Niña. Desde então, a temperatura do oceano passa por um período de aquecimento, mas que é insuficiente para configurar um El Niño. Sem a atuação de nenhum dos fenômenos, o Oceano Pacífico se mantém em neutralidade desde então.

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Inverno deve ser mais úmido e menos frio comparado ao último ano/ Fonte: Pixabay

De acordo com o último relatório da instituição, junto ao IRI (Instituto Internacional de Pesquisa para o Clima e Sociedade) da Universidade da Colúmbia e Bureau of Meteorology, divulgado na última quinta-feira (08), a possibilidade de um El Niño de fraca intensidade que era esperado no fim de 2017, diminuiu ainda mais, e a condição de neutralidade deve continuar até o fim do ano.

Com a ausência do El Niño, o inverno que começa na próxima quarta-feira (21) à 01h24, promete ser mais úmido que o normal no Centro-Sul, com chuvas acima da média assim como no outono. “Embora a média de chuva nos meses de inverno seja naturalmente menor em comparação ao período úmido, o total acumulado no fim da estação ainda deve ser maior que o esperado, principalmente na região Sul”, explica o meteorologista Celso Oliveira, da Somar Meteorologia.

No Sudeste e Centro-Oeste as frentes frias chegam mais frequentemente em São Paulo e Mato Grosso do Sul, uma vez que os sistemas não têm força suficiente para avançar até o interior do país. Ainda assim, os Estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo podem registrar um período de chuva mais persistente em meados do inverno.

Segundo o profissional, por conta da neutralidade a principal característica da estação deve ser a variabilidade. “Assim como a chuva, o frio também ocorre alternado com períodos de temperaturas elevadas ao longo do inverno, o que não elimina a possibilidade de extremos de temperatura e episódios de neve, como os que já aconteceram no final do outono. Ainda assim, o frio deve ser menos intenso e frequente comparado ao último ano”.

No Nordeste, o volume de chuva deve ficar dentro da média nos Estados da Bahia, Sergipe, Piauí e Maranhão e abaixo da média entre Alagoas e Ceará. “Mas isso não significa baixo volume acumulado, uma vez que a chuva esperada nesta época do ano é naturalmente elevada principalmente nas áreas mais próximas ao litoral nordestino”, comenta Oliveira.

Já na região Norte, as precipitações mais intensas passam a se concentrar no norte do Pará e Amazonas, além do Estado de Roraima, onde os acumulados devem ficar acima da média até o final do inverno. “A chuva ainda ocorre no restante da região, mas em forma de pancadas mais rápidas e isoladas, provenientes do calor e umidade próprios da região”, finaliza.

 

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