Soja: Riscos para perdas aumentam no sul gaúcho

Produção segue em queda por falta de chuva no Rio Grande do Sul. Nas demais áreas, colheita segue atrasada em relação a ultima safra

As chuvas que passaram pelo Rio Grande do Sul no fim de semana prolongado de Carnaval não foram suficientes para recuperar a umidade do solo no sul do Estado e os riscos de perda das lavouras de soja devem aumentar ainda mais.

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Tempo seco prejudica soja no Rio Grande do Sul/ Fonte: Pexels

De acordo com a meteorologista Graziella Gonçalves, as estiagens pontuais ocorrem na região desde o início do verão, devem continuar na segunda quinzena de fevereiro. “Com o predomínio de tempo seco, a planta tende a gastar mais energia para aprofundar suas raízes em busca de água e isso prejudica o desenvolvimento do grão”, explica.

No Mato Grosso o desenvolvimento da soja ocorreu dentro do esperado, mas a colheita atual, que chegou aos 28,6% na última semana, segue abaixo da média dos últimos cinco anos que é de 31,9%. “Vale ressaltar, que no mesmo período, a colheita da última safra já chegava aos 45,8%”, reforça Leandro Calve, agrometeorologista da Somar.

Além do atraso na colheita, o principal Estado produtor do país enfrente ainda outro problema. “O excesso de chuvas entre o norte mato-grossense e o Pará deve continuar nas próximas semanas e isso pode prejudicar o transporte da soja que vai em direção ao porto de Santarém, como o ocorrido no último ano”, afirma Graziella.

Em 2016, chuvas recordes que atingiram o Estado do Pará, causaram a interdição da BR-163, principal via de ligação entre as áreas produtoras do Mato Grosso e o porto de Santarém, que ficou bloqueada por três semanas entre a metade de fevereiro e o início de março por conta de um atoleiro que impediu a passagem de mais de três mil caminhões.

 

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