Soja: Chuvas voltam a ocorrer de forma irregular no MATOPIBA

Precipitações só devem voltar a atingir a região de forma abrangente na 2ª quinzena de dezembro e plantio ainda pode ser prejudicado

Com o atraso na regularização das chuvas, a fase de plantio começou mais tarde na maior parte das regiões produtoras do Brasil. No entanto, a primeira quinzena de novembro foi marcada por chuvas abrangentes no país, o que possibilitou a recuperação do ritmo da instalação da soja.

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Chuva irregular pode afetar plantio no MATOPIBA/ Fonte: Pixabay

Na região do MATOPIBA, que compreende parte dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a chuva retornou em outubro, quando o vazio sanitário chegou ao fim e se tornou mais abrangente na primeira metade de novembro. A umidade do solo chegou a ficar acima dos 50% na última semana e a semeadura atingiu os 40% na Bahia, 35% no Maranhão, 28% no Tocantins e 16% no Piauí.

Apesar do avanço no plantio, a presença do VCAN (Vórtice Ciclônico de Altos Níveis), sistema que impede a formação de nuvens carregadas no Nordeste, manteve a predominância do tempo firme nesta semana e segundo o meteorologista Celso Oliveira, da Somar Meteorologia, as precipitações só devem voltar a atingir a região de forma mais significativa na segunda quinzena de dezembro. “Até lá, pancadas de chuva ainda devem ocorrer, mas de forma fraca e isolada, e algumas fazendas podem ter estiagens pontuais, o que aumenta o risco de replantio”.

Já na faixa central do país, o cenário voltou a se tornar mais otimista. No Mato Grosso, que também começou a semeadura mais tarde comparado à última safra, a fase de plantio passou dos 95% nesta semana. “As chuvas devem contribuir com o desenvolvimento das plantas nesta região, mas a preocupação com a propagação de ferrugem aumenta, uma vez que a fase de desenvolvimento da soja deve coincidir com o período mais úmido”, comenta Oliveira.

No interior paulista, o primeiro caso de ferrugem da safra 2017/18 foi identificado no início desta semana na cidade de Itaberá pela Embrapa Soja (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) junto a pesquisadores da fundação ABC. O foco foi identificado em uma plantação semeada em setembro, logo após o fim do vazio sanitário, mas segundo os pesquisadores, a incidência ainda é baixa.

No Estado do Paraná, que está entre os principais produtores do grão, as chuvas ocorrem intercaladas com períodos de melhoria e contribuem para um desenvolvimento satisfatório. “A possibilidade de ferrugem também deve aumentar por lá em meados do verão, no entanto, as temperaturas mais elevadas que ocorrem nos intervalos das chuvas amenizam o risco”, explica Oliveira.

AGROSOMAR

No AGROSOMAR, plataforma online destinada ao agronegócio, o agricultor tem as previsões de curto e longo prazo, além de conferir a tendência das próximas três estações e poder compará-las com as informações dos últimos nove meses.

Dentro da ferramenta, o produtor também obtém informações das culturas de seu interesse  e pode fazer o acompanhamento da sua lavoura com a funcionalidade de gerenciamento de safra que permite inserir informações como data de plantio, produtividade potencial e tipo de solo.

Os assinantes do Agrosomar também contam com o calendário fitossanitário, que sinaliza risco de doenças para culturas e com a função de precipitação acumulativa, que permite ver o acumulado de chuva desde a data do plantio até a data  atual.

E ainda tem a penalização de produtividade, que possibilita ao agricultor saber quanto o clima está impactando na produção da sua safra.

 

Para saber mais acesse www.agrosomar.com.br.

 

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