Safra do milho safrinha deve ser de 43,3 milhões de toneladas

Estiagens prolongadas e altas temperaturas afetaram lavouras neste ano

A colheita do milho safrinha continua em todas as regiões produtoras do país e cerca de 80% dos milharais estão em fase final de desenvolvimento, porém os danos durante a 2ª safra foram grandes, e entre os motivos estão as estiagens prolongadas e altas temperaturas.

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Foto: Banco de Imagem Somar Meteorologia

De acordo com os dados da CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento), o Brasil deverá produzir 43,3 milhões de toneladas de milho 2ª safra neste ano, o que representa um valor 21% menor do que o produzido na safra passada, de 54,6 milhões de toneladas, e de quase 25% a menos do estimado para o início da safra, de 57 milhões.

Além disso, as quebras têm sido significativas em todas as regiões produtoras do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e MATOPIBA e a média de produtividade tende a ficar abaixo dos 90 sacos/hectare, sendo que normalmente esse valor é superior a 110 sacos/hectare. Até o momento, apenas 30% das lavouras foram colhidas no Paraná, 32% em Mato Grosso do Sul, 20% em São Paulo, 23% em Minas Gerais, 33% em Goiás e 38% em Mato Grosso. 

As chuvas previstas nesta semana para a região Sul, sul de São Paulo e também de Mato Grosso do Sul podem atrapalhar o pleno andamento da colheita, mas não há indícios de novas perdas por conta das precipitações.  “Já a previsão é de tempo seco no Centro-Oeste, Sudeste MATOPIBA, o que permitirá que os trabalhos de colheita sejam realizados sem transtornos e sem reduções nos potenciais produtivos das lavouras”, comenta o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Somar Meteorologia.

 

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