Plantio do milho 2ª safra termina com atraso no Paraná

Durante o outono e o inverno, os produtores devem ficar atentos à previsão das ondas de frio

Segundo informações do DERAL (Departamento de Economia Rural do Paraná), o plantio do milho segunda safra no Paraná terminou com atraso em relação à média histórica para o início do mês de abril. Este atraso no plantio afetou negativamente o processo de instalação da cultura na região e está associado a uma soma de fatores.

A chuva tardia no início da primavera prejudicou o plantio da soja, as temperaturas mais amenas sobre as áreas produtoras ao longo da estação alongaram o ciclo do milho segunda safra, e por fim, as precipitações no inicio de 2018 (figura 1) atrapalharam o andamento da colheita do grão nas lavouras.

mapa sul

Figura 1 – Anomalia de chuva sobre a Região Sul de 01/01/2018 a 01/04/2018. | Fonte: Dados interpolados do INMET

Durante o outono e o inverno, os produtores devem ficar atentos à previsão das ondas de frio, pois as temperaturas mais baixas tendem a reduzir o processo metabólico afetando as lavouras que estarão, em sua grande maioria, entre a fase de floração e enchimento de grãos.

Geadas em 2017 no Paraná

O Instituto Agronômico do Paraná registrou oito episódios de geada em diversos pontos do estado entre os meses de abril e julho de 2017. As duas primeiras foram registradas nos dias 27 e 28 de abril e outras três nos dias 09, 10 e 11 de junho e em julho novamente três registros em dias consecutivos, entre os dias 17 e 19. No entanto, não foram relatados grandes transtornos nas lavouras de milho, principalmente porquê as geadas ocorreram de forma mais intensa apenas nas áreas mais altas do sudoeste paranaense.

Condições e previsão do fenômeno

Dentre diversos fatores, as principais condições para que ocorra a formação de geada são: temperatura do ar abaixo dos 5°C, ventos muito fracos e ausência de nuvens durante a madrugada – permitindo a perda de calor do solo para a atmosfera com mais facilidade.

A primeira onda de frio de 2018 está prevista para a segunda quinzena de abril, mas com baixo potencial para ocorrência de geada. Já em maio, a previsão é de uma queda mais acentuada na temperatura e, portanto, maior potencial para o fenômeno.

Porém, vale lembrar que o monitoramento continuo do tempo é que vai possibilitar uma previsão mais plausível, já que para ocorrer geada não depende somente do fator temperatura.

 

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