Excesso de chuva pode afetar escoamento da soja em MT

Estados produtores recuperam ritmo de colheita, mas estiagens ainda prejudicam desenvolvimento da soja no Rio Grande do Sul

Com a irregularidade das chuvas desde o fim do vazio sanitário na maior parte das áreas produtoras do país, a colheita da soja começou mais tarde na safra de 2017/18. No entanto, a maior parte dos produtores conseguiu recuperar o ritmo e a preocupação agora fica por conta do excesso de umidade, que pode afetar o escoamento do grão.

soybean-1831703_1280

Excesso de chuva pode afetar escoamento da soja no Mato Grosso/ Fonte: Pixabay

Na última semana as chuvas se concentram principalmente entre o oeste do Paraná, Mato Grosso do Sul e grande parte de São Paulo, Minas Gerais e Goiás, mas as demais regiões produtoras do país também receberam acumulados regulares, que mantiveram as condições hídricas favoráveis, com pelo menos 60% de disponibilidade de água no solo entre o norte do Rio Grande do Sul e o Norte do país.

Segundo o agrometeorologista Leandro Calve, da Somar Meteorologia, os volumes excessivos chegaram a atrapalhar momentaneamente a colheita em áreas como o oeste do Paraná e de São Paulo, além de parte dos Estados do Sudoeste do país.

No Paraná a colheita segue atrasada, com apenas 27% de área colhida. “Esse valor representa apenas 50% do que havia sido realizado no mesmo período do ano passado”, afirma Calve. Já em Mato Grosso a colheita chegou aos 71%, e se mantém dentro da média dos últimos cinco anos, com qualidade geral das lavouras considerada dentro do esperado.

No Rio Grande do Sul, a colheita está apenas no início, com 1% de área colhida. Enquanto a metade norte do Estado recebe acumulados favoráveis para o desenvolvimento das lavouras, as áreas mais próximas ao Uruguai enfrentam um período de estiagem que se prolonga desde novembro e a baixa umidade do solo prejudica o enchimento dos grãos, aumentando o risco de perdas.

A previsão da Somar Meteorologia, indica chuvas significativas no Centro-Norte até a próxima semana que continuam contribuindo para a manutenção do solo. Mas o meteorologista da Somar, Celso Oliveira, chama atenção para o escoamento da soja mato-grossense, que pode ser afetado pelo excesso de chuva.

“No Sul, as chuvas ainda ocorrem entre o norte gaúcho e o Paraná, mas o sul do Rio Grande do Sul, ainda deve contar com tempo seco e baixa umidade no solo”, finaliza Oliveira.

 

AGROSOMAR

No AGROSOMAR, plataforma online destinada ao agronegócio, o agricultor tem as previsões de curto e longo prazo, além de conferir a tendência das próximas três estações e poder compará-las com as informações dos últimos nove meses.

Dentro da ferramenta, o produtor também obtém informações das culturas de seu interesse  e pode fazer o acompanhamento da sua lavoura com a funcionalidade de gerenciamento de safra que permite inserir informações como data de plantio, produtividade potencial e tipo de solo.

Os assinantes do Agrosomar também contam com o calendário fitossanitário, que sinaliza risco de doenças para culturas e com a função de precipitação acumulativa, que permite ver o acumulado de chuva desde a data do plantio até a data  atual.

E ainda tem a penalização de produtividade, que possibilita ao agricultor saber quanto o clima está impactando na produção da sua safra.

 

Para saber mais acesse www.agrosomar.com.br.