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MT: Chuva excessiva pode prejudicar colheita de soja

Primeira quinzena de fevereiro será de chuva persistente na região

A regularização das chuvas auxiliou o bom desenvolvimento da soja no Estado do Mato Grosso em janeiro, mas as precipitações que devem continuar a atingir a região com grandes volumes pelo menos até a metade de fevereiro, podem preocupar alguns produtores com o risco da perda dos grãos que estão em fase de colheita.

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Chuva pode atrapalhar colheita da soja no Mato Grosso/ Fonte: Banco de imagens da Somar Meteorologia

De acordo com os dados do IMEA (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), o Estado terminou janeiro com cerca de 16,25% da soja colhida, 8% a mais comparado ao mesmo período em 2016 e a expectativa é de que a safra de 2017 seja a maior registrada até agora, com uma produção em torno de 30,5 milhões de grãos.

Mas a chuva excessiva prevista para fevereiro pode afetar a colheita de forma negativa. “O mês deve ser mais chuvoso na metade norte do país, e há risco de invernada principalmente no norte do Mato Grosso, o tempo fechado persiste e as temperaturas se mantém mais amenas, o que pode atrapalhar além da colheita, o secamento dos grãos”, comenta a meteorologista Nadiara Pereira, da Somar Meteorologia.

Ainda assim, a profissional ressalta que o cenário é otimista no Estado. “Apesar das complicações na colheita, espera-se uma safra satisfatória, uma vez que as chuvas que se tornaram mais frequentes desde a primavera, ajudaram na fase de plantio e desenvolvimento das lavouras”, afirma.

Recuperação no MATOPIBA

O retorno das chuvas para o interior do Nordeste também deve contribuir com a recuperação das plantações no MATOPIBA (região que abrange os Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). “As áreas que foram afetadas pela falta da chuva entre dezembro e janeiro voltam a receber precipitações em um momento crítico, e apesar de não restabelecer completamente as condições das lavouras, deve trazer um alívio para os produtores da região”, explica Nadiara.

Já no Estado da Bahia, que também foi fortemente prejudicado pela irregularidade das chuvas durante a fase de desenvolvimento, as precipitações também devem voltar a atingir as lavouras, no entanto, a especialista alerta para o volume excessivo. “A principio, as instabilidades auxiliam a recuperação das plantações, mas a persistência dos temporais pode acabar afetando a qualidade produto”.

Problemas pontuais

Fevereiro ainda deve começar com chuvas irregulares no leste do Mato Grosso do Sul e em Goiás e segundo a meteorologista, mesmo com o aumento na frequência da chuva principalmente no Estado goiano na primeira quinzena do mês, o volume pode não ser suficiente para contribuir com a recuperação das lavouras.

Já no Rio Grande do Sul, onde a irregularidade das chuvas fez com que o plantio acontecesse de forma tardia em algumas áreas, estiagens regionalizadas podem prejudicar o desenvolvimento do grão. Apesar disso, a profissional ressalta que serão problemas pontuais, e que não devem acarretar em grandes prejuízos para os produtores.

 

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