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Chuva beneficia soja e algodão no Mato Grosso

Sistema de baixa pressão favorece regularização das chuvas no Estado

Desde a última semana, a chuva atinge as regiões produtoras de soja de forma significativa, e contribui para o desenvolvimento do grão em parte do Centro-Oeste. De acordo com a Somar Meteorologia, as precipitações devem se tornar ainda mais regulares nos próximos dias, principalmente no Mato Grosso, e devem beneficiar as lavouras que estão em fase final de desenvolvimento.

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Soja e algodão são beneficiados pela chuva no Mato Grosso/ Fonte: Banco de imagens da Somar Meteorologia

 

Segundo a técnica em meteorologia da Somar, Patricia Vieira, “a chuva é causada pelo avanço de sistemas de baixa pressão que atuam no Sul e Sudeste do país e atraem a umidade da Amazônia, que por sua vez passa sobre o Centro-Oeste e espalha nuvens carregadas sobre a região, e o Estado que mais deve receber esta chuva, é justamente o Mato Grosso”.

A expectativa é de que o maior produtor de soja do país colha uma safra recorde neste ano. A projeção do IMEA (Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária) aponta uma produção de 30,5 milhões de toneladas do grão no Estado.

Além da soja, as fazendas de algodão também devem ser beneficiadas. “Isto porque a chuva e a nebulosidade mantém o tempo um pouco mais ameno. As máximas se elevam no Mato Grosso, mas não devem atingir extremos nos próximos dias”, comenta Patricia. De acordo com a ABRAPA (Agência Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o algodão é uma planta sensível aos extremos, por isso, o plantio geralmente é feito sob temperaturas entre 25ºC e 30ºC.

Apesar de passar pelo Centro-Oeste, as precipitações devem continuar a ocorrer apenas em forma de pancadas rápidas em Mato Grosso do Sul, onde a umidade do solo está baixa por conta das chuvas irregulares que atingem o Estado desde novembro e pode afetar as lavouras de soja que estão em sua fase final de desenvolvimento.

Já nas áreas de plantio do MATOPIBA (região que abrange o Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis sobre o interior baiano, deve bloquear a passagem da chuva, e a região que já vinha registrando queda de umidade no solo, também deve continuar com chuvas irregulares pelo menos até a próxima semana.

 

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