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Argentina: Lavouras de soja passam por contrastes climáticos

Apesar disso, estimativa da safra continua em 57 milhões de toneladas

As lavouras de soja na Argentina têm passado por contrastes climáticos. As chuvas frequentes causaram inundações em algumas áreas produtoras, como no sul e centro de Santa Fé, noroeste da província de Buenos Aires e sul de Córdoba e oeste de Entre Ríos, o que tem atrapalhado a finalização do plantio da cultura.

soja

Foto: Banco de Imagem Somar Meteorologia

“Como o solo argentino é argiloso, ele costuma demorar mais para evaporar a água e os produtores agora têm uma janela de cerca de 10 dias para ter uma diminuição da umidade do solo e concluir o plantio”, comenta a meteorologista Nadiara Pereira.

Em contrapartida, outras áreas agrícolas da Argentina passam por um período seco e quente, o que gera um déficit hídrico. Por conta disso, o ano começou com relatos de incêndios que já destruíram mais de 800 mil hectares nas províncias de Rio Negro, La Pampa e sudoeste da província de Buenos Aires.

Apesar dos extremos no país, o relatório mensal de oferta e demanda de janeiro da USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), divulgado na última quinta-feira (12), aponta que a safra argentina se manteve em 57 milhões de toneladas na temporada 2016/17, mesmo com as especulações do mercado de uma queda devido às intempéries climáticas. Já o Brasil passou dos 102 milhões de toneladas avaliados em dezembro para 104 milhões.

De acordo com a Somar Meteorologia, o calor continuará intenso em boa parte do país nos próximos dias e a passagem de um ciclone extratropical no domingo (15) vai causar chuva volumosa acompanhada de rajadas de vento e queda de granizo na altura de Buenos Aires, mas ela não será duradoura. Depois disso, a precipitação se tornará menos frequente pelo menos até a próxima sexta-feira (20). “Há previsão de estiagens regionalizadas em fevereiro sobre algumas áreas argentinas, mas nada que provoque uma quebra na safra”, adianta Pereira.

 

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