Tempo seco aumenta número de doenças respiratórias e queimadas

Condições meteorológicas não devem mudar ao longo do inverno

O tempo seco tem predominado neste inverno em algumas regiões brasileiras, como no Centro-Oeste, Sudeste, metade sul da região Norte e também no interior do Nordeste, o que é algo comum para a estação.

Com isso, a umidade do ar fica reduzida, por conta do aumento nos níveis de dióxido de enxofre e material particulado, o que pode agravar os casos de doenças respiratórias como gripe, resfriado, rinite alérgica, amidalite, sinusite, asma, bronquiolite e pneumonia, conforme explica o clínico geral Felipe Albert:

Além dos problemas respiratórios, a estiagem pode elevar o potencial para as queimadas, já que a umidade relativa do ar tem ficado abaixo dos 30% durante a tarde em muitas cidades.

Até a última quarta-feira (03), o Brasil já teve 51.057 focos de incêndio, o que representa 62% a mais do que foi registrado no mesmo período do ano passado. Entre os Estados que mais tiveram queimadas, se destacam o Mato Grosso (10.967), Tocantins (6.018), Pará (4.802), Maranhão (4.536), Roraima (3.162) e Amazonas (2.870), segundo o Monitoramento de Queimadas e Incêndios do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

 

Até quando o tempo fica seco?

De acordo com a Somar Meteorologia, a situação não deve mudar muito na região central do país pelo menos até o início da primavera. “O que explica este tempo seco são os ventos em altitude que não deixam que as frentes frias avancem pelo continente. Os sistemas se desviam e vão para o oceano, e com isso, o ar seco ganha força principalmente no interior do país”, comenta a meteorologista Thaize Baroni.

Fonte: Somar Meteorologia

Fonte: Somar Meteorologia

 

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