Temperaturas ficam amenas na faixa leste do Nordeste

Oceano Atlântico influência nas condições meteorológicas da região e deixa o tempo mais úmido e fresco no outono

O outono ainda não começou, mas as instabilidades que atuam no Nordeste dão um indicativo de como será o padrão da estação na região. De acordo com a Somar Meteorologia, a chuva segue concentrada no litoral norte, mas também se espalha pela faixa leste nos próximos dias, onde as temperaturas devem permanecer mais amenas até a próxima semana.

Temperaturas ficam mais amenas no Nordeste/ Fonte: Banco de imagens da Somar Meteorologia

A segunda-feira (13) já começou com temperaturas mais baixas na costa leste e no sul da Bahia, e as cidades que até a semana passada estavam registrando máximas em torno dos 30ºC, não passam agora dos 27ºC. Segundo o meteorologista da Somar, Celso Oliveira, um dos motivos está associado à superfície do Oceano Atlântico.

“O vento que vem do mar passa sobre as águas que estão mais frias que o normal e chega na costa com temperaturas mais baixas, o que dá a sensação de friozinho, principalmente nas cidades mais próximas ao litoral. Essa umidade deixa o tempo instável, e aumenta a nebulosidade na região, o que também faz com que as máximas não fiquem tão altas”, explica.

De acordo com o meteorologista, a diminuição nas temperaturas deve ser mais sentida a partir da próxima semana, quando uma frente fria chega ao Espírito Santo e ajuda a organizar a umidade da Amazônia, trazendo chuvas mais significativas para o sul da Bahia e interior nordestino.

Seca

Apesar de as precipitações atingirem todo o Nordeste até o final do verão, os volumes acumulados não devem ser suficientes para recuperar a região do déficit hídrico, agravado em 2016 e tido como a pior seca dos últimos 100 anos.

“O Nordeste passou por um período de cinco de anos consecutivos de estiagem severa, e para recuperar o solo, seriam necessários eventos extremos de chuva no interior da região. Diferente do ano passado, a ZCIT (Zona de Convergência Intertropical) atuou de forma mais efetiva no verão de 2017, o que contribuiu para aliviar a seca, mas não o suficiente para resolver os problemas”, explica Oliveira.

“Além disso, muitas cidades do sertão, devem entrar no período seco, em meados do outono, com um déficit considerável nas bacias hidrográficas, enquanto a chuva segue concentrada na faixa leste até o final da estação”, complementa.

 

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