Será que o frio continua em maio?

Abril se despede com as menores temperaturas do ano até o momento em algumas cidades, mas será que o tempo permanecerá neste padrão?

A última semana de abril foi marcada por uma frente fria seguida de uma onda de frio que passou pela região Sul e deixou as temperaturas abaixo de 0ºC na madrugada da quarta para quinta-feira (27). Os sistemas encerram o mês com chuva e frio em grande parte do país, mas de acordo com a Somar Meteorologia, maio deve ser de temperaturas amenas, mas sem extremos.

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Frio deve continuar em maio, mas com menor intensidade/ Fonte: Banco de imagens da Somar Meteorologia

O meteorologista da Somar, Celso Oliveira, conta que o mês começa marcado pela amplitude térmica no Centro-Sul, as madrugadas ainda são bastante frias, mas no período da tarde, as temperaturas ficam um pouco mais elevadas, a sensação ainda não deve ser de calor, mas o frio é sentido com menor intensidade comparado a este fim de semana.

“De uma maneira geral, as condições do tempo devem oscilar durante o mês de maio, e diferente do ano passado, que foi marcado por ondas de frio recorrentes, desta vez, as temperaturas elevadas se alternam com períodos curtos de frio, que também não devem acontecer de forma muito intensa”, explica.

Segundo o profissional, os modelos meteorológicos apontam apenas uma onda de frio significativa, que deve ocorrer na segunda quinzena do mês, e apesar de ter uma curta duração, deve atingir grande parte das regiões do país, com temperaturas ainda mais baixas em comparação ao final de abril e risco de episódios de geada no Planalto, além das serras gaúcha e catarinense.

“A previsão é de que a friagem passe pelo Centro-Oeste e amenize as temperaturas em Campo Grande, Cuiabá, Goiânia e Distrito Federal, e chegue até a região Norte, em cidades do Acre, sul de Rondônia e sudoeste do Amazonas”, comenta Oliveira.

E a chuva?

De acordo com o meteorologista, as precipitações devem se manter dentro ou acima da média durante o mês de maio no Centro-Sul. “Mas isso não significa chuva regular, a diminuição dos volumes já ocorre naturalmente com a aproximação do inverno, por isso, a média histórica é menor que nos últimos meses, além disso, os episódios de chuva ocorrem de maneira mais pontual, com maiores intervalos de tempo firme”.

Já no Norte do país, as chuvas começam a perder força principalmente na metade sul, por conta da migração gradual da ZCIT (Zona de Convergência Intertropical), sistema responsável pelas chuvas na região durante o verão, que agora se desloca para o Hemisfério Norte. “Ainda assim, o mês começa com volumes consideráveis, causados por instabilidades tropicais”, afirma Oliveira.

No Nordeste, a chuva ganha força no litoral. Os maiores acumulados ainda se concentram entre Maranhão e Ceará, mas os volumes aumentam também em Rio Grande do Norte e Paraíba, onde a chuva ajuda a aliviar a seca, apesar de ainda não ser suficiente para recuperar o déficit hídrico da região. As precipitações passam a ser mais frequentes também no litoral leste, na faixa que vai desde o sul da Bahia até Alagoas e é apenas no interior da região, que o tempo continua seco.

 

 

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