Reservatório no Ceará atinge menor nível em 15 anos

Sistema de abastecimento opera com menos de 10% de sua capacidade

Com seis anos de seca, a região Nordeste passa pela pior estiagem dos últimos anos. No Ceará, as chuvas que atingiram o norte do Estado durante o inverno foram escassas, e em Fortaleza, cerca de 900 mil habitantes foram afetados pelo déficit no abastecimento deixando a cidade em situação de emergência.

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Açudes secam no sul do Ceará/ Fonte: Fernando Frazão – Agência Brasil via Fotos Públicas

De acordo com o monitor de secas divulgado pela APAC (Agência Pernambucana de Água e Clima) em 15 de agosto, a mancha de seca extrema aumentou no sul do Estado. Com isto quase a metade dos 155 açudes cearenses encontram-se com volumes abaixo dos 10%, sendo que quase 40 deles estão completamente secos.

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De acordo com a Funceme (Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos), o reservatório de Castanhão, principal fonte de abastecimento da capital, opera atualmente com cerca de 4% de sua capacidade, menor índice já registrado, desde sua inauguração há 15 anos.

A previsão da Somar Meteorologia indica que as chuvas devem continuar concentradas na costa do Nordeste ao longo de setembro, e apesar da possibilidade de precipitações acima da média, o volume não deve ser suficiente para suprir a perda de água dos mananciais cearenses. O calor que deve aumentar ao longo do mês, ainda pode contribuir para um aumento consumo, o que também dificulta a recuperação dos mananciais.