Quando o frio volta para o Rio Grande do Sul?

Temperaturas seguem elevadas até o fim de semana, mas chegada de onda de frio traz mudanças bruscas nas temperaturas

Os gaúchos sentiram falta do frio de inverno nesta semana, isto porque mesmo com as pancadas de chuva que atingiram parte do Estado entre o domingo e a terça-feira (11), as máximas permaneceram elevadas e muita gente começou a perguntar pelo friozinho.

Foto: Banco de imagens Somar Meteorologia

Foto: Banco de imagens Somar Meteorologia

De acordo com o meteorologista Celso Oliveira, da Somar Meteorologia as temperaturas devem ficar ainda mais altas nos próximos dias, e podem chegar aos 30ºC entre esta quinta-feira (13) e o sábado (15), mas no domingo (16) a queda nas temperaturas ocorre de forma brusca após a chegada de uma frente fria, que deve trazer chuva para a fronteira com o Uruguai.

“As temperaturas ficam bastante baixas logo pela manhã nos locais atingidos pela chuva e massa de ar frio avança pelo Estado ao longo do domingo. Em Bagé, as temperaturas chegam perto de 0ºC na madrugada da segunda-feira (17), e há possibilidade de chuva congelada e até mesmo alguns flocos pontuais de neve”, afirma o meteorologista.

A segunda-feira promete tempo fechado, úmido e frio em todo o Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, onde as temperaturas ficam em torno dos 27ºC no sábado, as mínimas despencam para perto dos 4ºC, enquanto na região serrana e Campanha, as máximas ficam abaixo dos 10ºC.

 

Inverno ou verão?

Apesar das saudades que os gaúchos têm sentido do frio, o profissional ressalta que ainda é cedo para afirmar que as temperaturas do mês estão acima da média. “Os primeiros dez dias de julho tiveram uma média mais elevada que o normal, mas assim como o mês começou com mínimas na casa dos 3ºC, outras ondas de frio são esperadas nas próximas semanas, e as temperaturas ainda podem ficar próximas da média no fim do mês”, explica.

Acontece que como previsto, o inverno de 2017 segue com períodos de frio mais espaçados e menos intensos e duradouros no Rio Grande do Sul em comparação ao ano passado. “Além disso, a chuva também é menos frequente que em 2016 no Estado gaúcho, e com a maior incidência de radiação solar, há mais dias com temperaturas elevadas”, afirma Oliveira.