Previsão do tempo de Novembro Região por Região

Confira a análise de chuva e temperatura para o mês de novembro, região por região do Brasil.

O início da primavera foi caracterizada pelo retorno mais precoce da chuva ao Brasil comparando-se com o mesmo período do ano passado. Se observarmos primaveras sob a condição do Pacífico mais aquecido, percebe-se um incremento da chuva tropical, embora isto não implique obrigatoriamente em regularização precoce.

Em 2014, por exemplo, apesar da chuva mais precoce em setembro, ela logo “cortou” em outubro. Já neste ano, a chuva está mais regular no Sul, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, mas ainda irregular em Mato Grosso, Goiás e MATOPIBA.

SUL

Chuva perde frequência em novembro

Depois de um inicio de primavera com muita chuva na Região Sul, fruto do aquecimento do oceano Pacífico, a chuva torna-se menos frequente neste segundo terço de estação.

Trata-se de algo normal, já que o aparecimento de sistemas tropicais sobre o centro e norte do Brasil faz com que a umidade da Amazônia não fique completamente concentrada sobre o Sul.

As últimas simulações mostram desvios negativos mais persistentes sobre o Paraná. Porém, isto não implicará em ausência completa de chuva.

A temperatura ainda não será persistentemente elevada, mas o calor predominará por mais tempo nos três Estados.

Em dezembro, boa parte da Região receberá chuva próxima ou acima da média com desvios positivos mais significativos sobre o noroeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e oeste do Paraná. Por outro lado, a fronteira com o Uruguai será a área com acumulado mais próximo da média.

Temperatura acima da média no Paraná e Santa Catarina

A temperatura sobe em relação ao mês anterior ficando acima da média no Paraná e Santa Catarina e próxima da média histórica no Rio Grande do Sul.

Em janeiro, o calor chegará ao seu ápice, com temperaturas acima da média nos três Estados e maiores desvios entre o noroeste do Rio Grande do Sul e oeste do Paraná.

SUDESTE

Chuva forte sobre o norte da Região Sudeste

O período úmido no Sudeste começou mais cedo em 2018 comparando-se com 2017. Embora o acumulado dos dois últimos meses esteja pelo menos 100 mm acima do normal no interior de São Paulo e sul e oeste de Minas Gerais, a precipitação não está completamente regularizada.

A partir de agora, a chuva consolidará sobre o centro e norte do Brasil. O desenvolvimento de sistemas meteorológicos tropicais e a presença cada vez maior da umidade da Amazônia farão com que justamente a área com menor desvio de precipitação em setembro e outubro, tenha a maior anomalia em novembro.

A chuva promete ficar bem acima da média no Espírito Santo e norte de Minas Gerais, sendo que boa parte desta precipitação começará a ser registrada a partir da segunda semana do mês de novembro.

No Rio de Janeiro e em São Paulo, a chuva ficará mais próxima da média, sendo que no Estado paulista, a chuva acontecerá de forma mais espaçada que o registrado em setembro e outubro.

Em dezembro, os desvios previstos para a maior parte da Região serão bem mais modestos. Pancadas de chuva mais intensas serão registradas no interior de São Paulo, enquanto que o centro e norte de Minas Gerais terão chuva mais fraca que a média histórica.

Temperatura oscila no Sudeste

A temperatura ainda não vai subir de forma persistente. Até há previsão de temperaturas ligeiramente acima da média em novembro, mas o mês será caracterizado pela grande oscilação entre períodos de calor e de temperaturas mais baixas.

Em dezembro, a temperatura ainda oscilará entre períodos quentes e menos quentes, mas o calor predominará por mais tempo que nos meses anteriores.

CENTRO-OESTE

Chuva acima da média com maiores desvios sobre Brasília 

O período úmido no Centro-Oeste também começou mais cedo em 2018 comparando-se com 2017. Embora o acumulado dos dois últimos meses esteja pelo menos 100 mm acima do normal em Mato Grosso do Sul e algumas áreas de Goiás e Mato Grosso, a chuva não está completamente regularizada.

Na última semana de outubro, ainda era comum o relato de falta de umidade no solo em fazendas do norte de Mato Grosso, por exemplo. Além disso, setembro e outubro de 2018 registram chuva abaixo da média no oeste e norte de Goiás e áreas do centro, nordeste e norte de Mato Grosso.

Simulações mostram chuva bem acima da média no norte de Goiás e Distrito Federal, sendo que boa parte desta precipitação começará a ser registrada a partir da segunda semana do mês.

Também há previsão de chuva acima da média em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e no sul de Goiás, embora com desvios mais modestos. Vale salientar que em Mato Grosso do Sul, apesar de mais um mês com chuva acima da média, a chuva não acontecerá na mesma frequência que em setembro e outubro.

Em dezembro, novamente há previsão de chuva entre a média e acima da média no Centro-Oeste. A chuva promete ser forte no centro e norte de Mato Grosso e sobre boa parte de Mato Grosso do Sul. Em Goiás, os desvios serão mais modestos e a chuva virá alternada com períodos de tempo seco mais prolongados.

Temperatura um pouco acima da média

A temperatura ainda não vai subir de forma persistente. Até há previsão de temperaturas ligeiramente acima da média em novembro, mas o mês será caracterizado pela grande oscilação entre períodos de calor e de temperaturas mais baixas.

Em dezembro, a temperatura ainda oscilará entre períodos quentes e menos quentes, mas o calor predominará por mais tempo que nos meses anteriores.

NORDESTE

Chuva consolida-se sobre o Nordeste

A chuva apareceu mais cedo sobre o Nordeste em 2018, embora isto ainda não indique total regularização. Entre setembro e outubro, o Piauí foi o Estado mais beneficiado com desvios de pelo menos 50 mm em relação à media histórica.

A partir de agora, a chuva consolidará sobre o centro e norte do Brasil. O desenvolvimento de sistemas meteorológicos tropicais e a presença cada vez maior da umidade da Amazônia farão com que a chuva espalhe pela maior parte do Nordeste.

A previsão indica chuva bem acima da média no sul e oeste da Bahia, sendo que boa parte desta precipitação começará a ser registrada a partir da segunda metade do mês.

Também há previsão de chuva acima da média no Maranhão, Piauí, interior do Ceará e nas capitais da Paraíba, Pernambuco e Sergipe, embora o desvio seja mais modesto.

Em dezembro, novamente há previsão de chuva entre a média e acima da média no Nordeste, mas se espera mudança da área com maior desvio positivo. A chuva promete ser forte na costa da Bahia, de Pernambuco e da Paraíba, além do Piauí.

Neste caso, vale uma explicação mais prolongada: Normalmente, a costa leste do Nordeste não registra chuva significativa em dezembro. Mas em função do aparecimento mais precoce das primeiras precipitações neste segundo semestre, que ajudaram a desenvolver os sistemas meteorológicos tropicais mais rapidamente, e da posição anômala mais ao sul do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (possivelmente pela mistura entre a formação do El Niño e do sistema de longo prazo chamado de Oscilação Decadal do Pacífico), o leste do Nordeste terá um dezembro mais úmido em 2018.

Novembro não será tão quente no Nordeste

A temperatura do ar no Nordeste depende muito da temperatura da água do mar. E ela não está muito elevada. Isto, aliado ao aumento da chuva, fará com que novembro não seja dos meses mais quentes do ano.

NORTE

Chuva aumenta no Norte durante o mês de novembro

Os dois últimos meses foram caracterizados por chuva irregular sobre a Região Norte. Enquanto Tocantins, Pará, Amapá e Roraima receberam mais precipitação que o normal, os desvios são negativos no Acre, Rondônia e Amazonas.

Para novembro há previsão de chuva entre a média e acima da média em toda a Região Norte, mas com desvios positivos mais significativos sobre o Tocantins. A chuva sobre a porção leste da Região acontecerá sobretudo a partir da segunda metade de novembro.

Em dezembro, até diferentemente do esperado para um ano de El Niño, a simulação mantém a chuva acima da média sobre a faixa leste, região que engloba o Pará e Tocantins. Por outro lado, o Acre e o sudoeste do Amazonas, que recebem chuva forte sob aquecimento do Pacífico, terão desvios mais modestos.

Temperatura não alcança valores extremos

Com o aumento da chuva, os dias ficam menos ensolarados e a temperatura, embora alta, não alcança valores extremos.

 

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