Pior seca da história agrava racionamento de água em Brasília

Principais reservatórios da Capital Federal operam com níveis abaixo dos 20%

A capital do país enfrenta desde o início do ano, a pior seca desde sua fundação, há 57 anos. De acordo com a Adasa ( Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal), os reservatórios de Santa Maria e Descoberto, principais fontes de abastecimento de água da cidade, contam com apenas 24,2% e 9% de sua capacidade, nesta terça-feira (24).

Agência Brasília - Gabriel Jabur

Seca agrava situação dos reservatórios em Brasília/ Fonte: Agência Brasília

Com o agravamento da crise hídrica, a Caesb (Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal) passou a captar água do Lago Paranoá, inicialmente planejado para contribuir com a umidade relativa do ar na capital, mas o volume ainda é insuficiente para o abastecimento da região, que pode ter uma intensificação no racionamento que está em vigor desde o mês de janeiro.

Segundo dados do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), Brasília não recebe chuvas significativas há pelo menos cinco meses. Desde 22 de maio, a cidade registrou oficialmente apenas dois episódios de chuva, com acumulados de apenas 10mm.

Além do déficit no abastecimento, a seca junto aos ventos fortes e temperaturas elevadas, agrava desastres naturais como o incêndio da Chapada dos Veadeiros, que já dura uma semana e consumiu mais de 20% da vegetação, queimando campos e florestas da região.

A atuação de bloqueios atmosféricos impediu a passagem das chuvas sobre o interior do país ao longo de outubro, mas a Capital Federal deve voltar a receber precipitações a partir deste sábado (28).

“Novembro deve ser de acumulados abaixo da média que é de 238mm, mas os acumulados ainda podem passar dos 100mm até o final do mês, o que já alivia a situação em Brasília”, comenta o meteorologista da Somar, Celso Oliveira.

 

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