Oscilação térmica no Sudeste prejudica saúde

As semanas têm sido bem distintas durante o mês de julho. O que esperar para os próximos dias?

A oscilação de temperatura na região Sudeste é um dos fatores que explica o aumento dos problemas respiratórios. “Tenho sentido falta de ar, nariz entupido e dor de cabeça. Quando saio para trabalhar de manhã está muito frio, no trabalho tem o ar condicionado e quando volto para casa no fim do dia já está calor. Isso me prejudica muito, o corpo não aguenta”, relata a jornalista Camila Silva, que faz parte de uma grande parte da população que tanto sofre com crises de rinite, sinusite e também de gripe nesta época do ano.

Problemas respiratórios aumentam no inverno / Foto: Banco de Imagem Somar Meteorologia

Problemas respiratórios aumentam no inverno / Foto: Banco de Imagem Somar Meteorologia

De acordo com a Somar Meteorologia, as duas primeiras semanas de julho foram bem distintas. A primeira registrou temperaturas mínimas mais elevadas do que o normal na maior parte do Brasil, com tardes frias no Centro-Sul por conta de maior frequência de frentes frias que traziam mais nebulosidade e chuvas, impedindo que as máximas se elevassem.

Já a segunda semana foi bem diferente. Enquanto a região Sul teve tempo mais fechado e chuvas volumosas, as regiões Sudeste e Centro-Oeste voltaram a registrar temperaturas máximas mais elevadas do que o normal para esta época do ano, por causa de uma maior persistência de frentes frias na região Sul, que não conseguiram avançar para o Sudeste.

A atuação do fenômeno El Niño – que é o aquecimento das águas no Pacífico Equatorial, dificulta que as massas de ar polar avancem para o Brasil e tragam temperaturas mais baixas. O mês de julho de 2014, por exemplo,         quase não registrou desvios negativos de temperatura mínima, que ficaram entre a média e acima da média na maioria dos Estados.

A previsão da Somar Meteorologia é de chuva para São Paulo no meio da semana ocasionada por uma frente fria, mas nada que traga frio extremo.  “Este é um padrão climatológico esperado para o outono. O frio tem sido mais provocado pela amplitude térmica do que pela atuação de massas de ar frio”, explica o meteorologista Tiago Robles. Além disso, as temperaturas máximas devem voltar a subir a partir da próxima semana no Sudeste do país.

 

Como cuidar da saúde nesta época do ano?

O número de pacientes com doenças crônicas, rinite, sinusite, asma, bronquite, cardiopatia e hipertensão aumenta consideravelmente no inverno. “Como a estação tem temperaturas mais baixas, ar seco e dispersão de poluentes, os quadros pulmonares e problemas respiratórios são muitos. Além disso, as pessoas ficam confinadas em lugares fechados e com isso há muitos casos de virose respiratória”, comenta a pneumologista e clínica geral do Hospital e Maternidade São Luiz, Andrea Aparecida Sette.

Para amenizar os problemas com a saúde nesta época do ano, é necessário tomar alguns cuidados, como levar sempre um agasalho para as temperaturas mais baixas no fim do dia, beber bastante água, higienizar sempre as mãos e evitar locais muito fechados, mantendo sempre uma janela aberta para circulação do ar. “Se a gripe persistir depois de dois ou três dias, procure um médico para que a recuperação seja plena”, finaliza Sette.

 

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