H1N1: O tempo influencia na propagação do vírus?

Gripe A chega mais cedo neste ano e preocupa brasileiros

Os brasileiros começaram o ano de 2016 preocupados com as epidemias causadas pelo aedes aegypti, porém outra doença passou a ganhar destaque em várias partes do país, especialmente nas regiões Sul e Sudeste: a gripe H1N1.

Foto: Banco de Imagem Somar Meteorologia

Foto: Banco de Imagem Somar Meteorologia

Conhecida desde 2009 quando 2.060 pessoas morreram em todo o Brasil, a gripe A é uma variação da gripe comum, que é suscetível a sofrer mutações. A estimativa é de que sua primeira transmissão tenha acontecido em suínos e por isso, também é chamada de “gripe suína”.

Até o dia 16 de maio deste ano, 2.987 casos foram registrados e 587 mortes ocasionadas pelo H1N1 no Brasil, conforme os dados do Ministério da Saúde. O principal surto se concentra no Estado de São Paulo, com 1.394 casos e 271 mortes.

A maior incidência da doença ocorre entre o outono e inverno, mas neste ano, muitas pessoas foram infectadas mais cedo. A hipótese levantada por muitos médicos é de que isso aconteceu por causa dos brasileiros e turistas que viajaram para lugares mais frios, como os Estados Unidos, o Canadá e a Europa, trazendo o vírus para o Hemisfério Sul.

“Os casos ficaram evidentes porque começaram as oscilações de temperatura, como noites e madrugadas mais frias, que acabam debilitando o corpo. Como começou mais cedo neste ano, a tendência é piorar e se espalhar em todo o Brasil, o que é comum entre o outono e a próxima primavera”, comenta o meteorologista Celso Oliveira, da Somar Meteorologia.

 

Qual a diferença entre a gripe comum e gripe H1N1?

Fonte: Somar Meteorologia

Fonte: Somar Meteorologia

“O H1N1 pode se manifestar de duas formas: a síndrome gripal aguda, que é a febre de início súbito junto com tosse ou dor de garganta e pelo menos algum sintoma, como dor de cabeça, no corpo ou nas articulações. Já nas crianças, começa com febre e sintomas respiratórios, como coriza, tosse ou obstrução nasal”, explica a pediatra Carolina Peixoto, que tem atendido muitos pacientes com casos suspeitos.

 

Transmissão 

O período de transmissão é por via oral, pela tosse ou espirro. Nos adultos, ocorre principalmente 24 horas antes do início dos sintomas e dura até três dias depois do final da febre. Em crianças, pode durar em média 10 dias.

 

Como se prevenir?

“O mais importante é adotar o hábito de higienizar as mãos. Para as pessoas com sintomas, o recomendável é usar a “etiqueta da tosse”, usando o antebraço, tecido ou papel, evitando assim a contaminação de outros indivíduos”, alerta a Dra. Regia Damous, infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim. Confira outras medidas para evitar a transmissão da influenza A:

- Evite tocar nos olhos, nariz e boca

- Não compartilhe objetos de uso pessoal, como copos, talheres, pratos ou garrafas

- Mantenha os ambientes bem ventilados

- Evite contato com pessoas que apresentam sinais do vírus

- Evite aglomerações e ambientes fechados

 

Veja agora a previsão do tempo na sua cidade.

 

Ondas de frio serão mais persistentes em 2016

O que esperar de abril?