Número de queimadas diminui no cerrado brasileiro

Em ano de La Niña, chuva prolongada mantém a alta umidade do solo no Centro-Oeste

Parte da região Centro-Oeste registrou uma redução no índice de queimadas em 2018. Isso porque o fenômeno La Niña favorece a distribuição das chuvas sobre o interior do país, favorecendo a disponibilidade hídrica do solo, além do setor agrícola. O número de focos acumulados este ano foi de 1485 em Mato Grosso, sendo 42% a menos que em 2016, 285 em Mato Grosso do Sul e 230 em Goiás, o que representa 33% a menos que o registrado há dois anos.

mapa incendio

Área vermelha indica risco de incêndio em 17 de abril/ Fonte: INPE

A comparação com 2016 se dá por ser o último ano em houve El Niño. Nesta época, o fenômeno foi responsável por encerrar o período de chuvas no país mais cedo. Segundo os dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o número de focos acumulados por estado entre os dias 01 de janeiro e 17 de abril foi de 3429 no estado do Mato Grosso, 556 em Mato Grosso do Sul e 418 em Goiás.

No decorrer das próximas semanas o padrão de chuvas começa a mudar sobre o centro do país. As pancadas de chuva se tornam cada vez mais irregulares e com baixos volumes acumulados. Entretanto, mesmo com a diminuição das chuvas, a condição para formar focos de incêndio continua baixa por conta da alta umidade do solo pelo menos pelos próximos trinta dias. Após esse período é normal que o solo comece a secar e sofra influências da própria estação do outono, que tem chuvas mais escassas, e com isso, as queimadas se tornam mais recorrentes, principalmente com a entrada do inverno.