Julho começa com aumento no índice de queimadas

No Pará, número de focos de incêndio cresceu 134% no início de julho comparado ao mesmo período no último ano

O inverno começou em 21 de junho com a atuação de um bloqueio atmosférico no interior do país que impediu a passagem da chuva e manteve o tempo firme e seco na região central e na metade sul da região Norte durante toda a primeira quinzena de julho, o que propiciou um aumento significativo no número de queimadas.

fire-easter-easter-fire-flame

Número de queimadas cresce no início de julho/ Fonte: Banco de imagens da Somar Meteorologia

Entre os Estados mais afetados, o Pará foi o que apresentou a maior quantidade de focos de incêndio na primeira metade de julho, com 474 focos registrados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais),  que representam um aumento de 134% quando comparado com o mesmo período em 2016, e o maior dos últimos sete anos.

Mas o Estado que mais chama atenção é o Mato Grosso, que registrou mais de 1105 queimadas desde o início de julho, 41% a mais que no ano passado. Além disso, é a região que conta com o maior número de incêndios do país, com 6270 focos desde o começo do ano, mais que o dobro dos 3015 focos registrados no Tocantins, que conta com o segundo maior índice do país.

Apesar disto, o relatório do Inpe aponta que o total de 22.236 queimadas registradas desde janeiro é 29% menor comparado aos 31.559 focos que ocorreram no mesmo intervalo de tempo em 2016. “Isto porque o período úmido deste ano foi mais duradouro. No entanto, o inverno também deve apresentar condições bastante diferentes do ano passado”, explica o meteorologista Celso Oliveira, da Somar Meteorologia.

De acordo com o especialista, a passagem de uma frente fria até deve trazer pancadas de chuva muito isoladas para o Centro-Sul durante a próxima semana, mas o sistema não deve ter força suficiente para chegar às áreas mais afetadas pelas queimadas.

 

Veja agora a previsão do tempo na sua cidade.

 

Sul:Falta de chuva prejudica fase inicial de desenvolvimento do trigo

Umidade relativa diminui e prejudica a saúde humana