Como será a chuva em janeiro?

Segunda metade do mês promete trazer maiores acumulados de chuva para o Centro-Sul

2018 começou com um La Niña, que é o resfriamento anormal do Oceano Pacífico, mas este fenômeno atua com fraca intensidade, por isso, suas características não serão observadas por todo Brasil. Segundo a Somar Meteorologia, a chuva deve ficar dentro ou até acima da média no Centro-Sul e acima da média na região Norte, enquanto o Nordeste terá precipitações abaixo do esperado. Confira:

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Chuva fica dentro da média na maior parte do país em janeiro/ Fonte: Unsplash

De acordo com Celso Oliveira, meteorologista da Somar, a chuva que voltou a atingir o Sul do país com maior frequência em dezembro, vai continuar. “O risco de estiagens pontuais costuma aumentar em anos de La Niña e neste mês, a chuva deve ficar abaixo da média na região, mas os períodos de tempo seco duram pouco e acumulados mais significativos ainda são esperados na segunda metade de janeiro”, afirma.

No Sudeste, os volumes ficam perto da média nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro, além do sul de Minas Gerais, mas o interior paulista pode registrar acumulado pouco acima da média, sendo que os maiores volumes ocorrem na primeira metade do mês. “Apenas o norte mineiro e Espírito Santo devem ter chuvas abaixo do normal, com maior volume na segunda quinzena” comenta Oliveira.

A chuva retorna no final da próxima semana ao Centro-Oeste, mas dura pouco e as precipitações mais abrangentes acontecem apenas no final do mês. As instabilidades intercalam com períodos de tempo firme e os acumulados ficam perto da média no Mato Grosso. A chuva fica acima da média em Mato Grosso do Sul e abaixo do esperado em Goiás e Brasília.

No Norte do país a atuação do La Niña será mais efetiva, e em janeiro a região deve receber chuvas acima da média, com grandes acumulados principalmente no Acre, Rondônia, Amazonas, Pará e Amapá.

Já no Nordeste, o Oceano Atlântico está mais frio que o normal para essa época do ano e impede a formação nuvens carregadas, mais comuns em períodos de La Niña. “Janeiro será marcado por volume abaixo da média na região, mas ela ainda deve acontecer especialmente nas áreas produtoras, que recebem chuva moderada na metade do mês”, explica o especialista.

Em relação às temperaturas, o mês que representa o ponto alto do verão, deve ser um pouco diferente do que os brasileiros esperam. Com calor mais ameno, as temperaturas ficam próximas à média na maior parte do Centro-Sul e do Nordeste, enquanto na região Norte, mesmo com os grandes acumulados de chuva, as máximas ainda podem ficar bastante elevadas e superar os 30ºC mesmo em dias mais nublados.

 

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