Bandeira amarela: conta de luz mais barata em novembro

Veja o que ocasionou a diminuição do preço de luz e como fica a situação dos reservatórios de energia com o retorno do regime de chuva.

Estamos em um período de transição entre período seco e chuvoso e, com a estação de primavera, espera-se que os episódios de chuva volumosa e persistente em grande parte do Brasil.

A principal fonte de geração de energia elétrica no Brasil é a forma hidráulica, e é natural associar um aumento de chuva com um aumento da geração.

Desde junho os consumidores estavam sob cobrança da bandeira tarifária de cor vermelha e de patamar dois, o que implica no preço mais caro possível de energia, R$ 5,00 a cada 100 KWh consumidos.

Esse aumento do preço ocorreu principalmente devido a falta de chuva durante várias semanas seguidas e pela situação crítica dos principais reservatórios de cada região.

Porém, durante o mês de novembro já é esperado uma melhora tanto no regime de chuva quanto no preço da energia. Com o início da estação de primavera e, como estamos em um período de neutralidade, isto é, sem influência de El Niño ou La Niña, há o retorno da configuração tropical e um predomínio da sazonalidade no regime de chuva em praticamente todas as regiões.

Chuva volumosa em Outubro

Esse retorno das condições tropicais foi observado já no mês de outubro, quando as Regiões Centro-Oeste e Sudeste registraram acumulados de chuva acima do normal devido a presença de áreas de instabilidade na região e que foram alimentadas pelo escoamento de umidade vindo da Amazônia, chamado de Jato de Baixos Níveis.

mapa anomalia

Anomalia de chuva no Brasil durante mês de Outubro |Fonte: Somar Meteorologia

 

Segundo a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), devido a essa melhora, entramos em novembro já com uma diminuição na taxa de cobrança, passando de bandeira vermelha para bandeira amarela, o que implica em um aumento de R$1,00 para cada 100KWh consumidos.

Previsão para Novembro

Quanto o comportamento da chuva para o mês de novembro, os modelos indicam que durante a primeira quinzena a chuva caia de forma volumosa principalmente sobre a faixa que vai desde as áreas mais ao sul do Centro-Oeste até o Sudeste do Brasil e, a partir da segunda quinzena, o regime de chuva mais volumosa migre para áreas mais ao Norte e Nordeste, pegando principalmente o interior do país.

É esperado também que a chuva caia na forma de pancadas isoladas e sem persistência, o que ainda não será suficiente para a recuperação dos reservatórios, já que para isso é necessário que a chuva ocorra com persistência e com grandes acumulados.

Apesar disso, a ocorrência de qualquer tipo de chuva já será suficiente para evitar a diminuição do volume útil e mantenha pelo menos a bandeira amarela durante os próximos meses.

 

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