Como vai ficar o tempo em abril?

Mês começa com chuva significativa em grande parte do país, mas há possibilidade de abril ainda terminar com acumulados abaixo da média em algumas áreas

Enquanto março terminou com chuvas acima da média no centro norte brasileiro, costa leste do Sudeste e sobre grande parte da região Sul, o mês de abril já deve ser bastante diferente, com possibilidade de chuvas abaixo da média em algumas regiões.

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Características típicas de outono começam a aparecer em abril pelo país/ Fonte: Unsplash

O mês ainda começa sob influência de um La Niña, o que significa chuvas irregulares na região Sul e acumulados elevados no Centro-Norte do país. No entanto, os primeiros dias do mês ainda devem ser marcados por precipitações desde o Rio Grande do Sul ao sul de Minas Gerais, passando por São Paulo, Paraná, Santa Catarina e sul do Mato Grosso do Sul.

“A partir da segunda semana de abril, a chuva já tende a diminuir na região Sul e Sudeste, ao passo que migra com mais força para o Centro-Norte do país”, afirma a meteorologista da Somar, Heloisa Pereira. Segundo a profissional, as características típicas de outono devem começar a se tornar mais acentuadas a partir da segunda quinzena do mês, quando inclusive deve ser sentida a primeira onda de frio a causar queda significativa nas temperaturas desde o Rio Grande do Sul até a região metropolitana de São Paulo.

Enquanto o Centro-Sul começa a registrar os primeiros dias de friozinho, na faixa norte da região Norte e do Nordeste, a ZCIT (Zona de Convergência Intertropical) migra aos poucos para o Hemisfério Norte, causando a diminuição das chuvas nestas áreas, enquanto isso são as Ondas de Leste, fenômeno que carrega as instabilidades do oceano rumo à costa leste nordestina que começam a atuar.

Apesar do afastamento da ZCIT, instabilidades tropicais continuam a provocar chuvas expressivas na região Norte ao longo de todo o mês. “Os maiores acumulados serão registrados no faixa oeste, entre os Estados de Rondônia, Acre e oeste do Amazonas, além do norte do Pará”, comenta Heloísa.