Cantareira começa 2018 com nível inferior em relação a 2017

No ano passado, o reservatório começou janeiro com índice de 46,1% e, em 2018, com 41,3%

Segundo informações da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), o Sistema Cantareira terminou 2017 operando com 41,3% de sua capacidade, acumulando 128,1mm em dezembro, cerca de 58% dos 219mm esperados para o mês.

Verão deve ficar com chuvas acima da média no Sudeste / Foto: Photo Pin

Verão deve ficar com chuvas acima da média no Sudeste / Foto: Photo Pin

O período chuvoso no Brasil acontece no verão, por isso a estação costuma ser mais favorável aos reservatórios. No início de janeiro de 2017, o manancial registrava o índice de 46,1% e, no fim de março, chegou a 65,6%, sem considerar o volume morto.

A partir de abril, o período seco teve início no Brasil e as chuvas passaram a diminuir, ocasionando uma queda expressiva no acumulado do reservatório. No fim de setembro, o volume chegou a 51,6%. Apesar do retorno das chuvas na primavera, a diminuição do nível seguiu no último trimestre e o ano acabou com 41,3% de sua capacidade.

Para a primeira quinzena de janeiro de 2018, a previsão da Somar Meteorologia indica chuvas fracas e temperaturas elevadas no Estado de São Paulo, mas deve terminar o mês com acumulados próximos à média. “Apenas o interior paulista tem potencial para ultrapassar a média do mês”, comenta o meteorologista Celso Oliveira.

As chuvas esperadas na região podem beneficiar o Cantareira. Nos primeiros dias do ano, o manancial registrou acréscimo de 0,5 pontos percentuais em relação a dezembro e opera com 41,8% de sua capacidade nesta sexta-feira (05). A média climatológica é de 262,6mm em janeiro e o sistema acumula, até agora, 27,5mm, que representa aproximadamente 10,5% do volume esperado.

Em fevereiro, as chuvas também ficam próximas à média no Sudeste. No Estado paulista, os maiores volumes ocorrem na segunda quinzena do mês. Em março, a previsão aponta para volumes dentro do esperado, mas que se concentram em Minas Gerais e Espírito Santo devido à migração das chuvas para as regiões Norte e Nordeste. “O verão deve terminar com chuva pouco acima da média na região Sudeste”, afirma Oliveira.

 

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