Umidade relativa do ar cai no interior do país

Com tempo seco, qualidade do ar pode se tornar prejudicial à saúde humana

Um bloqueio atmosférico impede a passagem da frente fria e segura a chuva na região Sul desde a última semana. De acordo com a Somar Meteorologia, as precipitações não devem voltar a acontecer no interior do país antes do sábado (16). O tempo fica cada vez mais seco e provoca uma queda na umidade relativa do ar, que já atinge níveis de atenção em diversas cidades.

umidade relativa do ar cai e concentração de poluição aumenta nas grandes metrópoles/ Fonte: Banco de imagens da Somar Meteorologia

Segundo os dados do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), 177 cidades tiveram umidade relativa do ar entre 21% e 30%, nível considerado estado de Atenção pela Defesa Civil. Enquanto outros 43 munícipios entraram em estado de Alerta com umidade entre 13% e 20% nesta segunda-feira (11).

De acordo com o climatologista da Somar, Paulo Etchichury, o tempo seco é normal para esta época do ano. “A incidência de raios solares é menor no inverno, sendo assim, a evaporação de água e a formação de nuvens carregadas também diminui, tudo isso, associado a outros fatores naturais, contribuem para a recessão das chuvas”, comenta o especialista.

Fonte: Somar Meteorologia

Fonte: Somar Meteorologia

Saúde

Durante os dias mais secos, a concentração de poluição aumenta e prejudica a qualidade do ar principalmente em grandes metrópoles. Quem mais sente esta mudança, são as pessoas que já possuem problemas respiratórios e alergias, mas outras ocorrências menores também podem causar grandes estragos, como explica o doutor Henock Altoé, oftalmologista do Hospital Villa Lobos.

Segundo o médico, reações alérgicas oculares e síndrome do olho seco por conta da maior evaporação da lágrima, além do ressecamento das mucosas podem ocorrer nesses períodos de baixa umidade do ar. “A alergia ocular provoca inflamação das córneas e da conjuntiva, a membrana que reveste a parte branca dos olhos e a parte interna das pálpebras. Em casos mais graves, pode provocar lesões e úlceras e até a perda irreversível da visão”, explica Altoé.

Para evitar ou amenizar os sintomas causados pelo tempo seco e pela poluição, o pneumologista Humberto Bogossian, do hospital Albert Einstein, indica a lavagem diária das vias nasais, que pode ser feita mais de uma vez por dia com soro fisiológico. “Usar um umidificador de ar, ou até mesmo cobrir o rosto com uma toalha úmida, também ajuda bastante”, comenta o médico.

Para quem sentir aquela irritação nos olhos, o uso de colírio é liberado, mas atenção com os produtos que são específicos para doenças oculares, pois possuem medicamentos em seu composto, como antibióticos, e devem ser utilizados apenas sob prescrição médica, pois com o uso indiscriminado pode acarretar em doenças como glaucoma e catarata”, avisa Altoé.

Quando o ar vai melhorar?

De acordo com a técnica em meteorologia Patricia Vieira, a umidade do ar já volta a subir a partir de amanhã, com o aumento da brisa marítima. “Mas é no fim de semana, que a frente fria que tem causado chuva na região Sul, avança sobre parte do Estado de São Paulo e Mato Grosso do Sul, e alivia mais o ar seco”, explica.

Apesar disso, a profissional ressalta que o sistema perde força muito rápido, e por isso, a chuva deve ficar mais concentrada na metade sul dos dois Estados. No restante do Sudeste e do Centro-Oeste a previsão ainda é de tempo seco até a próxima semana.

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