Oscilação nas temperaturas aumenta o risco de doenças

Segundo especialista, os grupos mais vulneráveis são as crianças e os idosos

Em um mesmo dia, as temperaturas podem variar e apresentar grande amplitude térmica em algumas áreas no Brasil. Com isso, as queixas de aumento de problemas de saúde aumentam e há explicações médicas para isso.

As crianças são mais vulneráveis às doenças durante mudanças de temperatura / Foto: Banco de Imagens da Somar Meteorologia

As crianças são mais vulneráveis às doenças durante mudanças de temperatura / Foto: Banco de Imagens da Somar Meteorologia

Segundo o Dr. José Armando Piva de Albuquerque, clínico geral do Hospital Ribeirão Pires, o organismo humano não se adapta ao ambiente com a mesma velocidade da oscilação de temperatura e isso causa predisposição a doenças. Dessa forma, tanto o frio quanto o calor em excesso perturbam as vias respiratórias. “A consequência é o aumento na incidência de alergias como rinite, sinusite e asma, e infecções respiratórias (pneumonias), além de afetar o sistema cardiovascular, o cérebro, o humor e a pele”, afirma o médico.

As vias aéreas, comenta Albuquerque, são preparadas para operar em temperatura constante, de modo que as mudanças bruscas de temperatura podem provocar irritações, principalmente nas pessoas que já sofrem de problemas respiratórios como rinite e asma.

Além disso, também podem agravar os casos de pacientes cardíacos. “Quando a oscilação de temperatura é do frio para o quente, o sangue fica mais espesso, as artérias contraem, e a pressão tende a cair”, comenta. No fluxo contrário, isto é, do quente para o frio, a pressão aumenta e o risco de crise hipertensiva aumenta.

E até o humor recebe influência das condições do tempo através de alterações no relógio biológico e equilíbrio químico do corpo. Em dias frios, os níveis de melatonina e serotonina são afetados e desregulam o funcionamento do sono. No calor, os efeitos podem ser de mal-estar, sonolência e desânimo.

As mudanças repentinas nas temperaturas atingem a todos, mas as crianças e idosos têm maior dificuldade de adaptação. “A eficácia das defesas do corpo ainda não estão maduras na criança e reduz um pouco com a idade avançada, o que deixa o sistema imunológico menos eficiente”, explica Albuquerque. Esses dois grupos são mais vulneráveis às alterações no tempo e têm maior risco de infecção por vírus e bactérias.

De acordo com a Somar Meteorologia, o mês de dezembro não será tão quente no Brasil em função da atuação do La Niña. As temperaturas ficam mais amenas e abaixo da média entre o Espírito Santo e o sul da Bahia.

 

Veja agora a previsão do tempo na sua cidade.

Chuvas volumosas atingem a região central do país nesta semana

Dezembro mantém chuvas distribuídas pelo Brasil