Índices ultravioletas ficam mais altos na primavera

À medida que nos aproximamos do verão, raios ultravioletas tendem a ficar mais intensos e podem causar danos à saúde

Após uma semana de nebulosidade e temperaturas baixas, o tempo firme voltou a predominar no domingo (12) no Centro-Sul e com o tempo aberto e o calor, muitas pessoas optam por praticar atividades ao ar livre, mas se esquecem de passar o protetor solar, ficando vulneráveis aos raios UV (Ultravioletas).

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Fonte: Banco de imagens da Somar Meteorologia

Samar Mohamad El Harati, dermatologista do Hospital e Maternidade São Luiz explica que “a exposição diária ou prolongada à esses raios, podem acarretar em doenças como  insolação, brotoejas, acne solar, envelhecimento precoce, queimaduras, micoses e até mesmo câncer de pele”.

Radiação solar aumenta na primavera

Segundo o meteorologista da Somar Meteorologia, Celso Oliveira, a incidência de raios UV tende a ficar mais forte na primavera, “isso porque, os dois lados do hemisfério recebem a mesma quantidade de luz do sol, e quanto mais nos aproximamos do verão, mais intensa é a radiação que recebemos”.

O índice ultravioleta é uma medida da intensidade dessa radiação que incide na Terra e tem efeito direto na pele humana. De 0 a 3 o índice é considerado baixo, de 4 a 6 moderado, 7 e 8 são altos, de 9 a 10 muito alto e até 15 já é extremo. Esse nível é medido sempre ao meio dia, pois é o momento em que o sol atua mais diretamente sobre a superfície terrestre.

imagem: Somar Meteorologia

imagem: Somar Meteorologia

“Durante a primavera, as nuvens de chuva costumam ficar mais densas à tarde, depois que o índice é medido, por isso, os números parecem ainda maiores, mas vale lembrar, que mesmo com céu nublado os raios UV ainda podem chegar a nos atingir” explica Celso.

Previna-se

É importante manter o uso diário do protetor solar, no dia a dia, recomenda-se os produtos que possuem Fator de Proteção Solar (FPS) 15 ou 20, já os cremes com FPS 30 ou superior são ideais para uma exposição mais longa ao sol, como em parques, praias, piscina, pesca, entre outros. O produto deve proteger contra os raios UVA (indicado pelo PPD) e contra os raios UVB (indicado pelo FPS), entenda a diferença aqui.

As pessoas de pele negra têm uma proteção “natural” da pele, pela maior quantidade de melanina produzida, mas não podem se esquecer da fotoproteção, pois também estão sujeitas a queimaduras, câncer de pele e outros problemas, por isso, assim como as pessoas de pele mais clara, precisam usar filtro solar, roupas e acessórios apropriados diariamente. Com as crianças e jovens, é preciso criar o hábito de usar o protetor solar diariamente, pois “75% da radiação acumulada durante toda a vida ocorre na faixa de 0 a 20 anos” alerta Mohamad.

O especialista indica ainda alguns alimentos que podem ajudar na prevenção dos danos que o sol causa à pele, como cenoura, abóbora, mamão, maçã e beterraba, pois contêm carotenoides, substância que se deposita na pele e retém as radiações ultravioletas. Esta substância é encontrada nas frutas e legumes de cor alaranjada ou vermelha.

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Fonte: Banco de imagens da Somar Meteorologia

“Nos dias mais quentes o corpo exige hidratação redobrada, por dentro e por fora, por isso, aumente a ingestão de líquidos e aplique, todos os dias, um bom hidratante, pois ajuda a manter a quantidade de água na pele entre 10% a 30%”, complementa o médico. Assim você se mantém mais saudável e disposto para curtir a primavera e o verão que está por vir.

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