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Dengue: Clima afeta a proliferação do mosquito

Número de casos diminuiu em comparação ao último ano, mas o alerta continua

Entre janeiro e setembro de 2015, ano em que o clima do Brasil sentiu os efeitos de um dos El Niños mais fortes da história, os casos de dengue passaram de 1,5 milhão. O número é quase três vezes maior comparado aos 12 meses de 2014. Mas neste ano, a incidência do mosquito que transmite a doença parece ter voltado a diminuir de forma gradativa.

Dengue

Clima pode influenciar na incidência do mosquito da Dengue/ Fonte: Banco de imagens da Somar Meteorologia

De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, o número de casos reportados entre janeiro e setembro deste ano, está na marca de 1,4 milhão. A maior incidência do Aedes Aegipty ocorre nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, onde cerca de mil a cada 100 mil habitantes, chegou aos hospitais com sintomas de dengue nos últimos nove meses, o número também abrange os casos de Zika e Chikungunya.

Apesar disso, a quantidade de óbitos provocados pela doença também diminuiu. Até agora, foram registradas 563 mortes ante 833 no mesmo período em 2015. Segundo cientistas da Universidade de Pittsburgh, um dos motivos pode ser a influência da temperatura das águas do Oceano Pacífico sobre o clima.

Os estudos da instituição apontam que em anos de El Niño, a incidência do mosquito cresce por conta do aquecimento das águas, que faz com que as temperaturas fiquem acima da média em grande parte do país. Mas para o meteorologista Celso Oliveira, da Somar Meteorologia, o alerta continua. “Com o padrão La Niña estabelecido, o calor não deve ser tão excessivo nos próximos meses, porém não elimina a reprodução do mosquito”.

Confira no quadro abaixo os principais sintomas e o nível de incidência em cada doença:

Incidência dos Sintomas

Sintomas/ Fonte: Hospital São Luiz

 

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