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Como cuidar da pele no verão?

Mesmo com ausência de sol, calor no verão pode causar problemas de pele e irritações

O verão de 2017 tem sido marcado pela alternância entre tempo firme com temperaturas elevadas e períodos de nebulosidade com chuva em todo o país. Durante os dias mais ensolarados, as pessoas buscam se proteger do sol, porém quando o tempo fecha, os cuidados podem ser eventualmente postos de lado. Mas será que o risco realmente diminui?

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Protetor solar deve ser utilizado mesmo em dias nublados/ Fonte: M de Mulher

De acordo com o climatologista da Somar, Paulo Etchichury, “o verão deste ano tem sido bem diferente do ano passado, quando o país foi marcado por extremos de calor, e muita chuva na região Sul, por conta da atuação de um El Niño, fenômeno que aquece as águas do Oceano Pacífico”.

Neste ano, as águas do oceano estão levemente mais frias que a média, com características de um La Niña de fraca intensidade, o que favorece as condições para um verão com padrões típicos da estação: temperaturas elevadas, e pancadas de chuva, com períodos de precipitações mais persistentes que alternam entre o Sul e Centro-Norte do país. “Além disso, o fenômeno deve fazer com que o calor fique um pouco mais ameno em comparação ao último ano”, comenta Etchichury.

Nos dias mais quentes e ensolarados, é comum as pessoas aumentarem os cuidados com a pele, mas a dermatologista do Hospital São Luiz, Rosanna Nocito, chama a atenção para os dias de tempo fechado. “Os cuidados precisam continuar, pois a radiação solar ainda está presente, mesmo com a nebulosidade, especialmente nos dias mais abafados, e pode apresentar riscos para a pele tanto quanto nos períodos ensolarados”.

A profissional recomenda o uso diário do protetor solar, inclusive quando há previsão de chuva, além de cremes hidratantes específicos, sob recomendação de um dermatologista. “A ingestão de água também auxilia na hidratação da pele, e ajuda a prevenir doenças provenientes da radiação solar”.

Já nos dias mais quentes, quando grande parte das pessoas pensa em praia, ou piscina, a médica orienta evitar locais aglomerados. “A água do mar e da piscina, já condiciona riscos à pele por conta do sal e do cloro, mas quando há muitas pessoas reunidas, o risco para outras doenças como micoses e irritações também aumenta”.

Quanto ao protetor solar, a dermatologista ressalta que o produto deve ser reforçado a cada duas horas. “Além disso, o ideal é esperar pelo menos 15min antes de entrar na água, para que dê tempo de o produto ser absorvido pela pele”, ainda assim, a água retira o creme facilmente, por isso a médica recomenda que o protetor seja repassado com mais frequência ainda quando o usuário for utilizar a piscina ou entrar no mar.

 

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