Brasil volta a ficar em alerta com o Aedes aegypti

Calor e chuvas ajudam na proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya

Com o retorno das chuvas regulares e temperaturas elevadas em grande parte do país, o alerta para a proliferação do mosquito Aedes aegypti que transmite a dengue, zika e chikungunya volta a chamar a atenção da população.

Fonte: Somar Meteorologia

Fonte: Somar Meteorologia

De acordo com os dados do último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado em 17 de setembro, o país já registrou mais de 1,4 milhão de casos de dengue, mais de 200 mil prováveis de zika e aproximadamente 240 mil casos de chikungunya. Além disso, as regiões brasileiras que mais tiveram as doenças até o momento foram Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste.

Em 2015, que foi o ano de recorde histórico da dengue, o país teve 1,6 milhão de casos durante o ano inteiro. Já a chikungunya foram cerca de 40 mil casos e em relação à zika, o Ministério informa que “é impossível saber o número real de infecções pelo vírus”, que tem relação direta com a microcefalia.

Segundo a Somar Meteorologia, o alerta para a proliferação do mosquito transmissor continua. “Este ano não tem El Niño e isso pode até ser um fator positivo, por conta das temperaturas que não serão tão excessivas, porém não evita a incidência do Aedes já que temos tido chuvas desde agosto e ele pode se desenvolver até mesmo em uma simples tampa de garrafa”, comenta o meteorologista Celso Oliveira.

Além disso, o profissional chama atenção para as condições do tempo no Sul do país ao longo dos próximos meses. “A região pode ter mais calor neste ano e as pancadas devem vir alternadas com períodos de chuva prolongados entre a tarde e à noite, o que caracteriza um cenário perfeito para o mosquito se reproduzir, e por isso a população deve estar ainda mais atenta”, finaliza Oliveira.

  

Ministério da Saúde distribuirá 3,5 milhões de testes rápidos de zika

O Ministério da Saúde divulgou na última terça-feira (25) que vai distribuir testes rápidos de zika na rede pública do Brasil. A medida visa o diagnóstico da doença em 20 minutos com prioridade para gestantes, crianças de até um ano e pessoas com sintomas neurológicos que possam ser decorrentes do vírus, além de mulheres que queiram ter filhos para saber se já tiveram ou não a doença.

A estimativa é de que dois milhões de kits sejam distribuídos até o fim do ano para a rede pública e os outros 1,5 milhão serão entregues até fevereiro de 2017, de acordo com a incidência da doença no país.

 

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